
Ele retornou ao horário nobre. E retomou o formato que o consagrou, lá por volta de 1990. Isso significa que Carlos Massa, o Ratinho, exibe novamente na televisão, a baixaria elevada à máxima potência. Jogado às traças há algum tempo às tardes do SBT, onde era obrigado a se dedicar a uma versão light do que fazia, o Rato está roendo novamente às 21h, no SBT (não se sabe até quando). Elevou a audiência do horário, mas está longe de fazer estrago no rei de roma, como fazia nos bons tempos, lá na Record.
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Otimista, Ratinho acredita que possa voltar a incomodar a concorrência. Sei não, mas isso, tudo leva a crer, é coisa do passado. Massa fez história na TV brasileira, no entanto, caiu em desgraça tão rapidamente como conquistou o reinado.
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Os tempos são outros, não creio que repetindo o que fazia há dez anos possa reconquistar seu público. Para se ter uma ideia, a emissora do Bispo abocanha uma boa fatia do queijo exibindo seriado americano no mesmo horário - aliás, copiou isso descaradamente do Homem do Baú, mas esse assunto já foi tema do "Olho Vivo".
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E a Globo, no mesmo horário, segue tranquila na liderança. Portanto, os números mostram que, por enquanto, quase ninguém anda sentindo falta do velho Ratinho. Mesmo assim, é preocupante saber que as baixarias do Rato ainda são capazes de atrair certa parcela do público.
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Nos dias em que vi o programa para poder escrever a coluna, o apresentador já se defendia, definindo como "um circo" aquilo que ele leva ao ar. Pois bem, isso significa que Ratinho foi capaz de fazer sensacionalismo com um tal de homem-capeta.
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O tom era de reportagem séria, com correspondente e tudo. Foram buscar a tal criatura no exterior, levaram-na para o palco e, lá, tudo virou piada. Sem saber se leva a sério ou se faz humor de si próprio, Massa seguiu em frente, enrolando o público até o dia seguinte, para mostrar o homem que se mutila para ficar parecido com nada ou coisa nenhuma.
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Em outro momento do programa, Ratinho mostrou uma reportagem sobre um rapaz viciado em crack, não explicou direito a seriedade do assunto e ainda colocou a vida da mãe do rapaz em risco. A mulher, ingênua e desesperada, é claro, dizia tudo o que podia e o que não podia sobre os traficantes. Resultado: sua casa foi cercada por bandidos e ela ameaçada de morte. Enquanto isso, o Rato, aos berros, tentava impedir a desgraça que ele mesmo havia ajudado a provocar, clamando pela ajuda da polícia. Pode? Não, não pode.
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Jornalismo é, acima de tudo, responsabilidade. E isso, desde a década de 90, Carlos Massa desconhece o significado. Aliás, por seu histórico, é razoável afirmar que nunca conheceu tal palavra.
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Noutro dia, um casal bem simpático foi ao palco do "Programa do Ratinho" pedir um exame de DNA. Até aí tudo bem. Só que a suspeita era a de que os dois são irmãos que se casaram e têm filhos. Massa abriu uma linha telefônica para ouvir a opinião do público, e os participantes tiveram o sangue coletado ao vivo. Fez tudo isso para ajudar o casal? Não. Fez para alavancar a audiência. Só isso.
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O pior é que, ao que tudo indica, Ratinho anda fazendo escola. O diretor do "BBB" (Globo) já anunciou que vai liberar a pancadaria na próxima edição do programa. Ou seja, vai copiar os velhos tempos do Rato, quando as pessoas se atracavam no palco para resolver desavenças. A Justiça tirou as brigas físicas do ar. Quero ver se vão fazer o mesmo com a Globo.
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Enquanto isso, Sílvio Santos está com a corda no pescoço... Mas com atrações como o Ratinho nem precisa de inimigos para ficar pendurado. É suicídio. Na certa.
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Em tempo: A crítica sobre o filme "Tropa de Elite 2" bombou geral! Por causa do sucesso da coluna, em janeiro tem novidades no "Olho Vivo" na versão da internet. Aguarde...
