Paris e Bogotá
O Ministério das Relações Exteriores da França disse hoje (30) que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) são responsáveis pelo sequestro do jornalista francês Romeo Langlois, capturado no sábado quando fazia uma reportagem sobre uma operação do Exército colombiano contra o narcotráfico.
- Apesar de não existir reivindicação formal de seu sequestro, consideramos, de acordo com as autoridades colombianas, que nosso compatriota está muito provavelmente em mãos das Farc - disse um porta-voz do ministério.
O funcionário acrescentou que a França considera as Farc "responsáveis pela situação de Langlois" e lembrou que a guerrilha "se comprometeu publicamente a renunciar aos sequestros".
- Pedimos respeito a este compromisso e solicitamos a libertação imediata de Langlois - afirmou.
O jornalista é correspondente na Colômbia da emissora "France 24" e do jornal "Le Figaro". O repórter foi ferido e capturado junto com outros cinco soldados colombianos, que foram posteriormente libertados. O porta-voz reiterou que as autoridades francesas trabalham em colaboração com as colombianas para conseguir a libertação do jornalista.
Dúvidas
Mais cedo, o chanceler francês, Alain Juppé, havia dito que "não há certeza absoluta" de que o jornalista seja refém das Farc.
- Segundo as declarações das autoridades colombianas, em particular do ministro da Defesa (Juan Carlos Pinzón), é verossímil que Romeo Langlois, correspondente do canal de notícias France 24, tenha sido sequestrado pelas Farc, mas não temos certeza absoluta disso - declarou Juppé.
- Langlois acompanhava o Exército colombiano. Aparentemente foi tomado como refém neste momento, mas não temos uma certeza absoluta. Estamos em contato permanente com as autoridades colombianas para trabalhar por sua libertação - completou.
Anteontem, Juppé havia afirmado que o correspondente era prisioneiro das Farc. Segundo o governo francês, o jornalista teria sido sequestrado pela guerrilha e ferido no braço esquerdo durante combate entre as Farc e o Exército da Colômbia.