Rio de
Janeiro
Uma operação conjunta das polícias Civil,
Militar e Federal resultou na morte do traficante Marcio José Sabino Pereira,
conhecido como Matemático. O criminoso foi baleado na noite de ontem (11) na
Favela da Coréia, zona oeste da cidade, por integrantes da Polícia Civil que
estavam em um helicóptero. As informações são da Agência Brasil.
Matemático
era responsável pelo tráfico em várias comunidades do Rio, que sofrem há vários
meses com a violência por conta da disputa pelos pontos de venda de drogas. Ele
era um dos últimos criminosos de projeção ainda em liberdade no estado, desde o
processo de pacificação iniciado há cerca de três anos, com a tomada de favelas
e comunidades através das Unidades de Policia Pacificadora (UPPs).
Quatro
criminosos, entre eles Matemático, estavam em um veículo que passou a ser
perseguido pelos policiais, por volta das 23h30, em uma localidade da Coréia
conhecida como Mobral.
Ao perceberem o cerco, os suspeitos passaram a
atirar no helicóptero da polícia, que chegou a ser atingido. Os policiais
revidaram os disparos, o que levou o veículo a se descontrolar e bater contra
um muro. Neste momento, Matemático foi alvejado, mas seu corpo só foi
localizado na manhã de hoje (12), dentro de outro carro, no bairro de Bangu.
A
operação que terminou com a morte de Matemático começou a ser montada há cinco
meses e esta foi a décima tentativa de prender o criminoso, que tinha 26
condenações judiciais e 11 mandados de prisão expedidos.
O
subchefe de Operações da Polícia Civil, delegado Fernando Velloso, disse que a
morte do traficante não significa o fim das operações policiais naquelas
comunidades, que continuarão "de forma silenciosa".
- O
Estado não esqueceu daquela área, estamos trabalhando e quando temos que
apresentar resultados, a gente apresenta. O sujeito que achava ser inatingível
e invencível, não é. Eu preferia que ele estivesse preso. Mas ele escolheu isso
- disse Velloso.
O
subchefe de Operações destacou que a morte de Matemático é um recado aos demais
criminosos da facção que continuam soltos.
- A gente
não vai lá para matar ninguém, vamos para prender. Mas quem resolver oferecer
resistência, achar que pode enfrentar o Estado, vai sair perdendo. Nós temos a
força e vamos usá-la. Os outros que estão lá podem estar achando que vão
ascender a uma posição mais privilegiada (na quadrilha). Talvez vão ascender.
Ou parar no mesmo lugar que ele foi hoje - falou.