Rio
O Vasco vem
sofrendo um declínio na reta final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.
Os últimos três jogos foram resultados negativos. Antes da derrota de 1 a 0
para o Flamengo, no domingo passado, o time tinha empatado por 2 a 2 com o
Coritiba, em casa, e caído por 1 a 0 para o Atlético-MG, em Minas Gerais.
A distância para
o Galo, que lidera é tem um jogo a menos, é de sete pontos. Mesmo assim, o
técnico Cristóvão Borges e os jogadores seguem falando em título.
- Não dá para
negar que tivemos um declínio e temos que trabalhar ainda mais para fazer com
que essa situação chegue ao fim o mais rapidamente possível. Porém, ainda
pensamos no título sim. Não é só o Vasco quem vai passar por dificuldades. O
Campeonato Brasileiro é longo e as outras equipes que brigam pelo título também
terão momentos de irregularidade - analisou Cristóvão Borges.
O zagueiro Dedé
concorda.
- Temos que
pensar sempre em ganhar o próximo jogo, mas logicamente que no Vasco todos
pensam em conquistar o título, pois se trata de um grande clube, com uma
história muito rica no futebol brasileiro e sempre vai entrar nas competições
com o pensamento de ser o campeão - afirmou o Mito.
O elenco do Vasco
ganhou folga nesta segunda-feira e a reapresentação está programada para a
manhã desta terça-feira com uma atividade física no centro de treinamento da
Marinha. O próximo compromisso pelo Brasilierão, válido pela última rodada do
primeiro turno, será o clássico contra o Fluminense no, às 18h30(de Brasília),
no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio.
Prass ganha apoio
O goleiro
Fernando Prass se acostumou a ouvir aplausos após o término das partidas do
Vasco, mas a sua participação no confronto deste domingo não trouxe sorrisos
aos cruz-maltinos. Após falhar no gol marcado por Vagner Love, aos 37 minutos
do primeiro tempo, o arqueiro economizou na hora de avaliar a sua atuação e
admitiu erro no clássico diante do Flamengo.
Ao cair para
defender o chute de fora da área do lateral Ramon, o goleiro não conseguiu
segurar a bola e deu de graça para que Vagner Love pudesse empurrar para o
fundo das redes. Em sua defesa, Prass destacou o estado ruim do gramado do
Engenhão, mas não se livrou da culpa de ter errado em uma jogada crucial.
- A bola era
defensável, mas quicou no gramado e eu me perdi um pouco. A gente sai triste
por ter pedido esse jogo da maneira que foi - disse ele.
O goleiro ganhou
o apoio do companheiro de profissão do Flamengo. Felipe citou Rogério Ceni, do
São Paulo, para ressaltar que os goleiros não podem errar durante os jogos.
Segundo o flamenguista, nem mesmo o camisa 1 do time paulista, único atleta a
chegar à marca de 1000 jogos com a camisa tricolor, é perdoado quando falha.
- Goleiro é o
único que não pode errar, e quando erra é sempre fatal. Atacante perde dez
gols, mas se faz um no final, vira o cara da partida. O próprio Rogério (Ceni),
que manda mais do que o presidente do clube e merece um estádio com seu nome,
às vezes erra e o torcedor esquece tudo o que atleta fez - encerrou Felipe.
Apesar de
Fernando Prass não ter o seu prestígio diminuído diante da torcida, a falha do
goleiro voltou a colocar as condições do Engenhão como principal alvo de
críticas. O estádio chegou a ser interditado para reparos nas últimas rodadas
do Brasileiro e forçou a mudança de jogos de Flamengo e Fluminense para outras
localidades. Contudo, o tratamento no gramado ainda não surtiu efeito e voltou
a ser apontado pelas equipes como o principal empecilho encontrado no local.