Volta Redonda
Eles são jovens,
determinados e querem mudar o mundo. A Aiesec, organização presente em mais de
110 países e territórios, instalou um escritório em Volta Redonda. O
coordenador de Comunicação e Relações Externas da unidade, Lucas Albino,
explicou o conceito da associação.
- Trata-se de uma
plataforma para jovens universitários desenvolverem seu potencial de liderança,
visando um impacto positivo na sociedade.
Além de
intercâmbios profissionais, a organização possibilita que jovens interessados
realizem intercâmbios para auxiliar em trabalhos voluntários em qualquer um dos
países membros, através de parcerias com ONGs de cunho social. Pessoas que não
querem ou não podem fazer o intercâmbio - mas têm interesse em ajudar e
conhecer outra cultura - podem receber em suas casas jovens vindos de outros
países.
A ideia de trazer
a Aiesec para atuar em Volta Redonda surgiu há aproximadamente um ano, através
de um pequeno grupo de universitários que ansiavam por conciliar trabalhos
sociais e desenvolvimento profissional. Depois de meses de preparo, Volta
Redonda recebeu, este mês, a primeira estudante a se voluntariar para uma ONG
da região: é a colombiana Natalia, de 22 anos, formada em Engenharia
Industrial, que vai trabalhar durante três meses no Lar Espírita Irmã Zilar, no
bairro Jardim Belmonte. Ela foi recebida com satisfação pela equipe, que começa
a ver frutos de seu trabalho.
- A chegada da
Natália fez tudo valer a pena. Ver a Aiesec acontecer é a melhor experiência na
vida de um membro - revela Lucas.
Natália conta que
conheceu a associação através de um amigo, e que logo se interessou pelo
intercâmbio e pela possibilidade do trabalho voluntário. Ela explica que
escolheu o Brasil pela vontade de aprender o idioma e pelas semelhanças com seu
país.
- A única
diferença é o idioma, porque o clima é parecido e o povo é amável como as
pessoas do meu país e de toda a América do Sul. Estou feliz por fazer na ONG
exatamente o que me propus, que é cuidar da gestão e das finanças. Além disso,
ensino karatê para as crianças, que é uma atividade que não exige tanto quanto
o idioma. Seria complicado ensinar espanhol devido ao pouco tempo em que
ficarei aqui - conta Natália.
O estudante
Gustavo Marins, de 21 anos, lembra que as opções para trabalhos voluntários no
banco de dados global da Aiesec são inúmeras e compõem cerca de 30 mil vagas,
que possibilitam ao intercambista a troca direta de culturas e expansão de sua
network, além de crescimento pessoal e profissional.
- Apesar do cunho
social, tenho esta também como uma experiência profissional, pois estou
desenvolvendo minhas habilidades, meu conhecimento e ganhando experiência -
conta Gustavo, que também é responsável pelo setor de Comunicação da
organização.
Em outro continente
A estudante de
Jornalismo Laira Rocha, de 19 anos, se inscreveu para realizar trabalhos
sociais na África e espera ser selecionada para trabalhar com workshops de
saúde em países como Quênia e Moçambique.
- Enquanto muitos
falam sobre ir para os Estados Unidos, eu sempre quis fazer um intercâmbio
social, pois, além de fazer a minha parte e ajudar pessoas que realmente
precisam, penso em desenvolver um documentário durante minha estadia - conta.
Os interessados
em realizar um intercâmbio pela Aiesec precisam ser universitários (ou terem
concluído a graduação nos últimos dois anos), ter entre 18 e 30 anos,
conhecimento no mínimo intermediário em inglês e disposição para trabalhar.
Como a
organização não possui fins lucrativos, o valor pago pelo intercâmbio é apenas
o custo real da viagem, sem acréscimos. A forma de pagamento pode ser combinada
com o setor responsável.
O escritório da
Aiesec Volta Redonda fica no campus Vila Santa Cecília da UFF (Universidade
Federal Fluminense), mas é possível entrar em contato pelo e-mail
voltaredonda@aiesec.org.br ou pelo telefone (24) 2107-3594.
- É uma
experiência para toda a vida. Pequenas ações podem impactar o mundo, e a Aiesec
torna isso nítido - conclui Lucas.