A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou há
pouco projeto de lei que acaba com exigências como situação cadastral dos
beneficiários em instituições de proteção ao crédito para a concessão de
financiamentos de habitações populares. A matéria votada em caráter terminativo
segue, agora, para a apreciação da Câmara dos Deputados. Se aprovado sem
alterações, o projeto dependerá de sanção pelo presidente da República para
entrar em vigor.
Desta forma, as pessoas de baixa renda que buscarem
financiamentos pelo Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS)
apresentarão apenas identificação civil, fiscal e eleitoral e, quando cabível,
a comprovação de renda.
O programa de crédito solidário financia até R$ 30 mil para
que pessoas com renda de até cinco salários mínimos comprem seu imóvel pelo
sistema de habitação. A dívida é parcelada em até 240 meses sem juros
O fim da exigência de idoneidade em órgãos como o Serasa e o
Serviço de Proteção ao Consumidor foi rejeitado pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS). Entretanto, foi encaminhado também à CAE, onde foi aprovado com
a abstenção apenas do líder do PSB, Antonio Carlos Valadares (SE).