
Rio
Em assembleia realizada ontem (20), milhares de profissionais das escolas estaduais decidiram continuar a greve da categoria iniciada no último dia 7. A reunião aconteceu no Clube Municipal, na Tijuca, Rio de Janeiro. Pelo menos 70% da categoria, em todo o estado do Rio, já aderiu ao movimento.
De acordo com o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), desde o início da paralisação o governo do Estado não apresentou nenhuma contraproposta às principais reivindicações da categoria, que são: reajuste emergencial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015); descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.
Hoje (21), em todo o estado e na capital será realizada panfletagem e alguns atos em favor dos professores. Para quarta-feira (22) está prevista uma vigília do Sepe em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a partir das 14h, quando o secretário Sergio Ruy irá receber uma comissão do sindicato e parlamentares.
Ainda na quarta-feira, a partir das 18h, os profissionais de educação realizam um ato-show na Praça XV, Centro do Rio, que terá o nome: "SOS Educação".
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No domingo, dia 26, a educação estadual, bombeiros e diversas outras categorias de servidores - vestidos de preto - realizarão caminhada no Aterro do Flamengo, com concentração em frente ao Castelinho do Flamengo, às 10h. A próxima assembleia está marcada para o dia 29 (quarta-feira), às 14h, também no Clube Municipal.
No dia 28, a 3ª Vara da Justiça da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio irá analisar o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos profissionais de educação do Estado. Todas as partes foram convocadas para a audiência, incluindo o sindicato, governo do Estado e Ministério Público. Neste dia, os profissionais de educação vão realizar uma passeata da Candelária até o Fórum, a partir das 12h. A categoria pretende abraçar o TJ, representando a esperança que a Justiça reconheça a justeza da greve.
Em audiência com o sindicato no último dia 9, o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, informou que somente no segundo semestre o governo poderá falar sobre reajuste salarial.