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Angra dos Reis
A Petrobras descartou, através de sua assessoria de Imprensa, que a empresa esteja cogitando a desativação do Tebig (Terminal da Baía da Ilha Grande, o mais usado pela Petrobras no estado, em Angra dos Reis). A informação surgiu hoje ontem em uma declaração do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno.
Ele afirmou, em reportagem publicada no site da Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado do Rio, que o Terminal Ponta Negra (TPN), a ser instalado na Praia de Jaconé, em Maricá, pela empresa DTA Engenharia, iria marcar o início da redução de uso do Tebig. Graças a esse terminal, Angra detém atualmente o posto de município que mais exporta no Brasil. A cidade é também um polo de construção naval, dedicado principalmente às plataformas de petróleo.
- É a chance de retirar a atividade de petróleo de um paraíso como o de Ilha Grande - acrescentou o secretário.
A assessoria da Petrobras explicou que o Terminal Ponta Negra (TPN), a ser instalado na na Praia de Jaconé, em Maricá, pela empresa DTA Engenharia, se destina ao Comperj - um grande complexo de refinarias a ser instalado em Itaboraí. O terminal não vai pertencer à Petrobras,e a estatal deverá usar parte de sua capacidade para escoar derivados de petróleo produzidos no Comperj, sem ligação com as atividades atualmente desenvolvidas no Tebig.
De acordo com Julio Bueno, o Terminal Ponta Negra (TPN), a ser instalado na na Praia de Jaconé, em Maricá, pela empresa DTA Engenharia, já é chamado de Porto do Pré-Sal, por ser destinado à tancagem do óleo a ser produzido naquela região. Os investimentos estão avaliados em R$ 5,4 bilhões.
A área também tem vocação para se tornar uma das principais âncoras para escoar tanto o óleo do pré-sal para o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, como receber de volta os derivados petroquímicos lá produzidos.
O porto terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 40% da atual produção do país, e vai contar com uma nova tecnologia contra vazamento de óleo. - Criamos uma tecnologia, que vamos patentear, que reduz o impacto de um eventual vazamento de óleo. Será uma cortina que liga os molhes (estruturas de pedra que cercam o porto, reduzindo as ondas no terminal). No caso de derramamento, ela subirá e deixará o óleo restrito à área do porto - diz João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA, empresa que planejou mais de 30 portos no Brasil e no exterior.
O projeto tem total apoio do governo do Estado do Rio, que vai criar acessos ao novo porto a partir do Arco Metropolitano do Rio e pela Estrada de Ferro Leopoldina. A previsão é que a obra seja concluída até 2015, a fim de coincidir com a inauguração do Comperj.
Além da infraestrutura portuária e terminais de armazenagem de combustíveis, o TPN vai contar também com um estaleiro de reparos offshore.
- Vamos ter um excelente aproveitamento da área que oferece condições naturais para as embarcações, com calado de 30 metros muito próximo à costa - destaca o secretário Julio Bueno.
Ele lembra também que a área possui poucos entraves ambientais, por não se tratar de uma área com mata nativa. O local abrigou em décadas passadas o campo de golfe que pertenceu ao empresário Roberto Marinho. Posteriormente, chegou a ser alvo de um empreendimento turístico que teria o mesmo campo de golfe como principal atrativo, até que a área fosse adquirida pela DTA.
- Não vemos problemas ambientais e acreditamos que a licença não vai tardar a sair - disse o secretário.
Segundo os investidores, o porto deve destinar cerca de 30% de sua capacidade à Petrobras. O restante será voltado para as companhias estrangeiras que atuarão no pré-sal. A expectativa do presidente da DTA é de que haja até mesmo overbooking, já que há mais interessados do que área disponível.
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