
Volta Redonda
O DIÁRIO DO VALE flagrou, na manhã de hoje (13), a insegurança em uma obra que está sendo realizada no
Estádio da Cidadania. Vários trabalhadores estavam em uma área de andaimes sem
praticamente nenhum equipamento de segurança. Nenhum deles usava cinto ou
capacete, e só um estava de luvas.
Os serviços estão
sendo realizados a poucos metros da Gerência Regional do Trabalho em Volta
Redonda (GRT). Os fiscais da GRT, porém, são poucos para a quantidade de
empresas e obras na região. Com isso, boa parte da verificação das condições de
trabalho fica por conta dos sindicatos.
De acordo com o
diretor de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil,
Zeomar Tessaro, esse tipo de atitude tem sido combatido tanto pelo sindicato
dos trabalhadores quanto pelo Sinduscon, que representa as empresas de
construção civil.
- Fizemos um
trabalho conjunto de conscientização, e tanto as empresas se preocupam em
oferecer os EPI (Equipamentos de Proteção Individual) quanto os empregados se
mobilizam para exigi-los, quando necessário. Infelizmente, porém, algumas
empresas de pequeno porte costuma deixar de comprar esses equipamentos, e
alguns trabalhadores demonstram pouca preocupação com a própria segurança. O
sindicato vai fazer uma fiscalização nessa obra, em particular, para ver o que
está ocorrendo - disse.
O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), responsável pela fiscalização da obra, informou por meio da assessoria de comunicação da prefeitura de Volta Redonda que a empresa já foi acionada e que as devidas providências serão tomadas.
Sinduscon discute segurança do trabalho
O Sinduscon e o Sistema Firjan realizaram ontem, no SESI de Volta Redonda, o encontro Presença Sindical, com o tema "NR-18: Suas consequências para o setor da construção civil.”
A abertura do evento foi feita pelo presidente do Sinduscon-SF, Mauro Campos, que frisou a importância de grandes nomes estarem reunidos para discutir sobre o tema.
Em sua palestra sobre a Política e o Tratamento da NR-18 através do Programa Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho para a Indústria da Construção, o gerente de Segurança do Trabalho do Sistema Firjan, José Luiz Barros declarou que há dois anos o grande vilão dos acidentes não tem sido mais o setor da construção civil, mas sim os acidentes causados no trânsito; motoristas que realizam trabalhos estressantes e arriscados.
Ele deixou claro que esse número não vem aumentando, o que já significa muito, considerando também a quantidade de empregos gerados recentemente.
José Luiz critica a ação regressiva do INSS que na maioria dos casos entra com processos contra a empresa. A crítica é pelo fato de se gerarem casos que não conseguem ter ligações com acidentes de trabalho.
Ficou a cargo do advogado e Chefe da Divisão de Contencioso Cível do Sistema Firjan, Diogo de Souza e Mello a palavra sobre Responsabilidade Civil em Acidentes. O advogado acredita que as empresas precisam enxergar um momento para mostrar aos seus funcionários a importância de se respeitarem as normas de segurança. Diariamente um grande número de trabalhadores se afastam com períodos superiores a 15 dias, outros tantos são acometidos por incapacidade ou falecimento. Diogo pontua que a solução não se resume apenas ao cumprimento de leis, as prevenções estão ligadas as estratégias de negócios dos administradores.