Volta Redonda
Com a proximidade
do final do ano está aberta a temporada de renegociações e a recuperação do
crédito. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda
(CDL-VR), César Abrantes, a expectativa é otimista, visto que neste período do
ano o mercado começa a se aquecer, visando o fim do ano e o crescimento das
vendas natalinas.
- A expectativa é
muito boa. Nessa época do ano, meados de setembro e outubro, há realmente um
aquecimento e as pessoas começam a procurar negociar suas dívidas para terem
crédito nas compras do final do ano - afirmou.
Abrantes ainda
disse que a orientação da CDL é que tanto consumidores quanto empresas devem
buscar maneiras para negociar as dívidas, e com isso, os dois lados lucrem com
a situação.
- A recomendação
da CDL é que tanto consumidor quanto empresa tentem negociar as dívidas,
diminuindo os juros e estimulando assim a reabilitação do crédito. A gente
acredita que isso estimula o cliente a procurar e quitar a dívida e o
empresário receba o que ficou sem receber durante oito, nove meses, por exemplo
- falou.
Ele ainda alertou
que o consumidor deve sempre procurar negociar a sua dívida e o dono de loja
deve fazer a consulta ao SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) antes de abrir o
crédito, e com isso evitar o risco de não pagamento.
Tendência
A Confederação
Nacional de Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito (CNDL / SPC
Brasil) confirmam tendência de queda na inadimplência do consumidor para o
segundo semestre de 2012. Em agosto, o índice registrou queda de 0,45% em
relação ao mesmo período de 2011.
De acordo com
avaliação do SPC Brasil, o resultado já era previsto, tendo em vista o baixo
crescimento de 4,75% nas vendas relativas ao Dia dos Pais deste ano (em 2011,
seguindo a mesma base de comparação, a elevação foi de 6,86%).
- Em agosto, a
postura do consumidor brasileiro foi claramente a de deixar de presentear para
não estourar o próprio orçamento - avaliou o presidente da CNDL, Roque
Pellizzaro Jr.
Na avaliação do
representante do setor varejista, é natural que a contração nas vendas venha
acompanhada de uma redução no número de inclusões no cadastro do SPC Brasil.
- E aqueles que
estão comprando dão prioridade para automóveis e eletrodomésticos. O consumidor
que compromete a renda na compra de um carro certamente deixa de consumir
produtos do mercado varejista - explicou Pellizzaro Jr.
Os últimos dados
sobre o crescimento do varejo brasileiro divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) comprovam o crescimento exclusivo de
determinados setores em detrimento de outros. As atividades de vestuário e de
supermercado, por exemplo, cresceram 0,4% e 0,7%, respectivamente, frente a um
crescimento expressivo nos setores de veículos e motos (16,4%) e de móveis e
eletrodomésticos (5,3%), ambos beneficiados pela redução do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI).