Volta Redonda
A campanha para captação de doadores de medula óssea começou
ontem (6) em Volta Redonda e até o final da tarde tinha atraído mais de 800
doadores. O projeto, uma parceria da prefeitura e o instituto HemoRio, está
sendo realizado no 2º andar do Estádio Raulino de Oliveira e termina hoje (7),
às 17h.
De acordo com a coordenadora de Campanha Externa de Doadores
de Medula Óssea do Rio de Janeiro, Regina Célia Lacerda, para ser um doador a
pessoa precisa ter idade entre 18 e 55 anos e estar saudável. O material é
levado para o HemoRio, onde é feito o teste de compatibilidade. A coordenadora
espera que até as 17 horas de hoje pelo menos três mil pessoas estejam
cadastradas. "Se o tratamento não responde, o médico pede o transplante e o
paciente tem que aguardar até que seja localizado um doador compatível.
Esperamos que a campanha tenha sensibilizado as pessoas e que o número de três
mil cadastros seja atingido", avaliou a coordenadora.
O objetivo é ampliar o Registro Nacional de Doadores
Voluntários de Medula Óssea (REDOME/INCA), visando aumentar as chances de
compatibilidade para transplantes, já que a possibilidade de se encontrar um
doador compatível na família é de apenas 25%. Os doadores devem levar um
documento de identidade com foto. No local será preenchida uma ficha de
cadastro e coletado 5 ml de sangue para o exame de característica genética.
As chances de se encontrar um doador compatível é de um a
cada 100 mil pessoas. "A campanha representa muito para as pessoas que
necessitam de um transplante, que hoje já chegam a 1,2 mil em todo o país.
Agradecemos a participação popular e contamos com a solidariedade da região"
disse a coordenadora da campanha.
O prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) disse ter ficado
satisfeito com os primeiros números da campanha. "Pelos números do Hemorio, uma
cidade do tamanho de Volta Redonda consegue cadastrar entre 2 mil e 2,5 mil
doadores. Queremos chegar a 5 mil. Para isso, conto com a solidariedade da
população em geral", disse o prefeito.
A técnica em manutenção Karoline Figueredo Coimbra, 20 anos,
foi uma das que participou da campanha. Ela contou que perdeu uma prima de 17
anos com leucemia, e o que a motivou a ser uma doadora é poupar outras famílias
deste sofrimento. "Nós não conseguimos um doador e a minha prima morreu. Sabemos
o quanto é doloroso e difícil lutar contra a doença e ficar na expectativa de
encontrar um doador", disse.
Equipe de vôlei
participa da campanha
A equipe de vôlei de Volta Redonda participou da campanha
para captação de doadores de medula óssea. Todos os jogadores e comissão
técnica dos "Gigantes de Aço" estiveram ontem (6) no estádio e realizaram o
cadastro. "É o mínimo que devemos fazer. Doar uma gotinha de sangue não
representa nada em termos de perda, mas tem uma importância enorme na
preservação da vida, e nós estamos aqui para contribuir", disse o coordenador da
equipe, Luiz Eduardo, o Dudu.
Ele afirmou que tudo o que a equipe fizer será pouco perto
do apoio que a cidade dá a equipe, através do apoio da prefeitura. "Queremos
dar o nosso sangue não só nessa campanha, mas também em defesa da nossa cidade
em quadra. Podem apostar, vamos surpreender muita gente na Superliga", disse.