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CANDIDATO AO SENADO
César Maia cumpre dupla jornada na região
Publicado em 3/9/2010, às 15h09
 
Última atualização em 3/9/2010, às 15h09

 

Resende-Volta Redonda

O candidato ao Senado pelo DEM, César Maia, cumpriu hoje dupla jornada na região e participou de atividades em Resende e Volta Redonda. Nas cidades, recebeu apoio de aliados e até mesmo de políticos que não compõem o arco de alianças que uniu PV, PSDB, PPS e o próprio DEM nessas eleições.

Em Resende, primeira parada, logo de manhã, César Maia fez um corpo a corpo de aproximadamente duas horas no calçadão do bairro Campos, principal centro comercial do município. Ele esteve acompanhado do candidato a deputado federal Alexandre Serfiotis e do prefeito José Rechuan, ambos do Democratas.

Cesar Maia chegou ao Aeroporto Municipal de Resende pontualmente às 10h, conforme previsto na agenda, e foi recepcionado por Rechuan. Ainda no local, o candidato concedeu uma entrevista aos jornalistas.

- O corpo a corpo é a momento mais importante de uma campanha eleitoral. É quando o eleitor tem a oportunidade de cobrar diretamente o candidato e expressar seu desejo de melhorias para região onde vive - disse Cesar Maia.

Depois, no Calçadão de Campos Elíseos, o candidato se encontrou com Alexandre Serfiotis e elogiou o desempenho do candidato na região. "A presença de Alexandre Serfiotis em Brasília é muito importante para ajudar na regulação da Emenda 29, que prevê mais recursos federais na Saúde, porque ele tem envolvimento e experiência comprovada neste setor", afirmou.

Mais apoios

De tarde, César Maia participou de uma carreata em Volta Redonda, que partiu da Praça Pandiá Calógeras, no bairro Sessenta. No ato, recebeu o apoio de dois candidatos do PR, que não faz parte da coligação que sustenta o ex-prefeito - Antônio Cardoso (deputado estadual) e Jorge de Oliveira, o Zoinho (deputado federal).

De acordo com César Maia, o apoio do diretório municipal do PR à sua candidatura foi recebido com entusiasmo. "Fiquei impressionado com o reconhecimento do Zoinho nas ruas, é um político muito forte. O militante do PR entendeu que posso ser um de seus dois votos para o Senado e a decisão da direção municipal do partido em apoio à minha candidatura é bastante gratificante", afirmou o candidato.

O PR oficialmente está coligado com o PTdoB, e a chapa possui dois candidatos ao Senado: Waguinho e Carlos Dias, ambos do partido trabalhista.

Pesquisas

As últimas pesquisas eleitorais para o Senado têm indicado certa acomodação nas intenções de votos para Marcelo Crivella (PRB), que está em primeiro, e César Maia, em segundo lugar, enquanto é registrado crescimento dos candidatos Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB), ambos apoiados por Sérgio Cabral.

- Está tudo dentro do previsto. Crivella e eu estabilizamos e já sabíamos que o candidato do PT cresceria, principalmente com Lula pedindo votos para ele diariamente. Picciani também cresceu, mas a dúvida é o quanto ele ainda pode crescer, se tem fôlego para chegar. Por enquanto, são três embolados na disputa - analisou o democrata, justificando que o grau de conhecimento dos candidatos do governo aumentou com o início da propaganda, enquanto ele e Crivella já eram conhecidos.

Quebra de sigilos

Candidato acredita que episódio pode levar eleição para o segundo turno

Mesmo demonstrando discordância com a atitude do PSDB de pedir a impugnação da candidatura de Dilma Roussef ("Foi só para fazer espuma"), César Maia criticou duramente o vazamento de informações sigilosas da Receita Federal.
- É gravíssimo, o regime de liberdade está seriamente comprometido. Estamos falando de grampos, quebra de sigilo de 140 pessoas, além das que não sabemos, e hoje surgiu a informação de que sigilos bancários também podem ter sido violados - avaliou.

O candidato também procurou responsabilizar Dilma pelo episódio, mas de maneira indireta. Ele não associou o vazamento a fins eleitorais, contudo lembrou que Dilma, enquanto ministra-chefe da Casa Civil, foi a responsável pela troca da secretária da Receita Federal, ano passado.

Mais que isso, César Maia avaliou que o episódio deve trazer dividendo eleitorais à petista. "Hoje não se discute mais se a Dilma vai ganhar no primeiro turno, mas sim se as eleições vão para o segundo turno. Este episódio abre essa possibilidade", opinou.

 

 
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