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Prefeitura implode terminal rodoviário e dois prédios com risco de desabamento
Publicado em 5/2/2012, às 13h53
 

Rio de Janeiro

Durou apenas dez segundos a implosão, na manhã de hoje (5), do Terminal Rodoviário da Pavuna, na zona norte do Rio. Juntamente com o terminal, localizado próximo à estação final da Linha 2 do metrô carioca, foram implodidos um centro comercial e um edifício-garagem. Os três prédios, que ocupavam uma área de cerca de 8 mil metros quadrados, apresentavam risco de desabamento. As informações são da Agência Brasil.

A detonação, às 8h, foi acionada pelos prefeitos do Rio, Eduardo Paes, e de São João de Meriti, Sandro Mato, a partir de um viaduto na Avenida Sargento de Milícias, próximo à divisa entre os dois municípios. Foram usados 250 quilos de explosivos na implosão do terminal, construído na década de 70 do século passado. Os cerca de 15 mil metros cúbicos de entulhos gerados com a demolição serão reciclados, para utilização em aterros pela Secretaria Municipal de Obras.

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, ainda não há uma definição sobre o que será feito no terreno. "Pode ser um espaço de transporte, mas vamos ver se a gente compatibiliza isso com algum tipo de comércio. Tem gente interessada em fazer um shopping center no local", disse. Para o prefeito, "não dava mais para a população da Pavuna e de São João de Meriti conviver com uma rodoviária que era um lixo, um desrespeito à população".

O terminal era utilizado pelas várias linhas de ônibus que fazem a integração entre o metrô e os municípios da Baixada Fluminense. A concessionária Metrô Rio manteve uma equipe de prontidão e adotou procedimentos para que no momento da implosão não houvesse trens na plataforma, mas não chegou a fechar as estações da Pavuna e a anterior, Engenheiro Rubens Paiva. Já as ruas do entorno foram fechadas ao tráfego a partir das 7h30 e ficaram bloqueadas até o meio-dia.

Por medida de segurança, cerca de 2,4 mil moradores de 900 residências nas proximidades do terminal - 100 no município do Rio e 800 em São João de Meriti, tiveram que deixar suas casas durante a implosão.

 
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