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Duda: uma promessa sem clube
Publicado em 08/09/2013, às 15h54
 
Última atualização em 08/09/2013, às 15h54

‘Eu vou sempre querer jogar bola, mesmo se a equipe do time de lá, não vier mais me buscar’

Wellington Silva
welington@diariodovale.com.br
Barra Mansa

Ela surgiu como aposta nas categorias de base do time feminino do Voltaço, recebeu o reconhecimento de Marta, apontada por muitos como a melhor jogadora de futebol do mundo, e para completar participou do quadro "Lar, Doce Lar", do Caldeirão do Huck, da Globo. Tudo parecia um sonho para Eduarda Cristina Hubner, a Duda, mas após um ano e meio, a menina, de 15 anos, amarga a decepção de não ter conseguido se firmar no Tyressö FF, equipe feminina da Suécia, mas ainda nutre esperanças de um futuro melhor dentro das quatro linhas.

- Jogo futebol desde os sete anos e a participação no programa de TV, que me levou até a Suécia, para treinar no Tyressö, só me fez ver, que eu vou sempre querer jogar bola, mesmo se a equipe do time de lá, não vier mais me buscar - disse, lamentando a chance perdida.

Afastada do time desde março por dificuldades em aprender um outro idioma, Duda falou sobre as dificuldades de adaptação.

- Apesar da minha agilidade no futebol, de ter impressionado o técnico do time, tudo na Suécia é diferente. A língua (sueco) que eles falam é difícil de ser compreendida, e as meninas, apesar de terem a mesma idade que eu, são maiores, tanto em estatura, quanto em porte físico - lembrou a garota.

Para ajudar na adaptação de Duda, a equipe sueca se comprometeu a pagar um curso de inglês em Barra Mansa, para que ela pudesse voltar ao país escandinavo com um pouco mais de desenvoltura.

- A equipe do Tyressö, após o teste que eu fiz na Suécia, começou a pagar um curso de inglês aqui em Barra Mansa. Este curso que a princípio duraria seis meses, estava sendo muito difícil, pois eu não conseguia falar e nem resolver os exercícios que os professores passavam. Tenho certeza, que foi este o motivo que me fez sair do time, pois jogar bola, eu jogo bem. Eles mesmos falaram isso - desabafou.

Duda contou que o último contato entre ela e o clube aconteceu em fevereiro deste ano, quando ela e sua mãe foram convidadas para uma reunião na sede do time em Estocolmo (capital da Suécia).

- A equipe pediu para que eu e minha mãe fossemos até a Suécia, para que eles avaliassem meu inglês. Após esta reunião, que não foi muito boa, eles me deram mais um mês de prazo e desde então, eles não entraram mais em contato comigo e pararam de pagar o curso - revelou.

Parada desde a experiência no Tyressö, a menina contou que espera conseguir em breve uma nova oportunidade no mundo do futebol, mas para quem pensa que ela só tem lembranças ruins do período na Suécia, ela se lembra de alguns bons momentos.

- Ter a minha casa reformada, viajar para a Suécia com o Luciano (Huck), conhecer, e ainda treinar no time da Marta, de quem eu sou fã, foi a realização de um sonho. Eu que moro em Barra Mansa, e sempre treinei no Voltaço, nunca poderia imaginar que poderia ser realizado - disse.

- Os dias em que passei na companhia do Luciano e da Marta foram legais, eu sinto falta deles, que não falam comigo há bastante tempo. O último contato que tive, foi com uma equipe do programa. Mas isto foi em janeiro - completou.

 

Em busca do sonho

 

Grande incentivadora do talento da filha, a dona de casa, Elaine Cristina Hubner Cavalcanti, disse que vem buscando novas oportunidades para ajudar Duda a realizar o sonho de ser um atleta profissional.

- A Duda não está treinando em lugar nenhum e para que o sonho dela não acabe, não quero, e nem posso permitir que ela desista de jogar bola. Tenho esperanças que o time da Suécia ainda ligue e dê outra oportunidade para ela. Se isso não acontecer, vamos procurar outros times aqui da região ou até quem sabe de outros países, que a queiram jogando com eles - disse, esperançosa.

Elaine ainda contou que tem esperanças que a filha participe de algum evento esportivo que será realizado a partir do ano que vem no Brasil.

- Assim como a Duda, foi escolhida para levar a tocha olímpica nos jogos da Inglaterra, tenho esperança que ela fará uma participação na Copa do Mundo de 2014. Como os jogos vão ser em nosso país, espero que eles se lembrem do tanto que ela gosta de futebol - afirmou.

 

 
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