Barra Mansa
Os alunos dos colégios municipais Paulo Basílio e Washington Luiz fizeram hoje (13) o encerramento do "Teatro das Escolas". Estudantes das duas escolas apresentaram dois esquetes e uma peça no auditório do Colégio Washington Luiz, no bairro Saudade. O projeto da Fundação de Cultura de Barra Mansa está em seu segundo ano e já chegou a nove escolas da cidade.
- Estamos no segundo ano e são nove unidades de atendimento, todas da rede municipal de ensino. O projeto é voltado para alunos do 6º ao 9º ano e cada escola tem aulas semanais de duas horas. Algumas escolas contam com mais de uma turma - disse um dos monitores do projeto, o professor de teatro Danilo Nardelli.
Neste ano o grupo já havia feito outras apresentações, uma mostra de esquetes no Sesc (Serviço Social do Comércio), no mês de junho, e o espetáculo "Nasce uma Cidade", na Fazenda da Posse, em outubro. Na terceira temporada do ano, as apresentações aconteceram nas próprias escolas e em alguns casos, como na apresentação de hoje (13), as instituições de ensino fizeram intercâmbio entre os alunos e eles puderam apresentar em colégios diferentes.
Alguns alunos estavam ansiosos com o espetáculo, como o estudante Maicon Matheus da Silva de Costa, de 11 anos, um dos atores da peça.
- Estou muito ansioso e vai ser legal. Essa já é minha terceira apresentação - comentou.
Ele foi uma das crianças que atenderam a convocação feita no início do ano para fazer parte do grupo de teatro.
- A gente faz a convocação no início do ano e as crianças interessadas vêm para o grupo. Tem gente que entrou este ano, mas os mais antigos também podem continuar no grupo. São três monitores, eu, o Bianco Marques e o Rafael Crooz, e cada monitor é responsável por três escolas. Começamos com quatro e agora já são nove - detalhou Danilo Nardelli, acrescentando que o projeto é coordenado pelo gerente de Cultura da Fundação de Cultura de Barra Mansa, Vicente Paulo de Melo.
Ele lembrou ainda que, com o projeto, é possível notar diferenças na postura das crianças, inclusive fora do grupo.
- A gente já vê mais compromisso deles com o teatro, outros mais responsáveis, têm compromisso com o que a gente marca, fora os benefícios como a socialização, a desinibição - enumerou.
Uma das atrizes que passaram por mudanças foi Amanda Almeida Ribeiro Norberto, que foi levada ao projeto pelo irmão.
- Estou aqui há um ano e meio. Meu irmão falava que era legal e gostei. Acho que foi bom para a minha vida, porque eu falava baixo e agora eu consigo falar alto - contou a atriz, de 12 anos.
No espetáculo de hoje seriam apresentados dois esquetes, ou seja, duas cenas com início, meio e fim, e uma peça. O primeiro e o último esquete seriam apresentados por alunos do Paulo Basílio. O primeiro era uma improvisação feita pelos alunos sobre situações vividas em uma biblioteca e o último, uma improvisação sobre atores intergalácticos.
- Entre os dois esquetes, os alunos do Washington Luiz farão uma peça que, na verdade, é uma colagem teatral de quatro cenas de situações cômicas e absurdas, no trabalho, no restaurante - explicou o professor Bianco Marques.