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Disputa interna gera polêmica no PT
Publicado em 29/1/2012, às 16h53
 
Última atualização em 29/1/2012, às 16h53

Volta Redonda

O presidente do diretório do PT de Volta Redonda, Dejair Martins, afirmou no fim de semana que o vereador Carlos Roberto Paiva (PT) desrespeita as indicações do partido. Segundo o presidente, Paiva apoiará a reeleição do prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB), mesmo que essa não seja a decisão do partido. Dejair tocou no assunto, ao mencionar que o Partido dos Trabalhadores pode fazer opção por não apoiar Neto, uma vez que as propostas feitas por pré-candidatos do PSB e PDT seriam melhores. Paiva rebateu as afirmações do colega de partido e lembrou que as decisões finais cabem aos delegados do partido, em abril.

- O Paiva e o grupo ligado a ele vão estar junto com o Neto de qualquer jeito. Ele sempre desrespeitou as indicações do partido e vai continuar desrespeitando, mas vamos continuar fazendo o que a maioria decidir, independente desse grupo - afirmou Dejair.

Ele comentou que, normalmente, a conferência do partido realizada no ano eleitoral serve para referendar a decisão tomada pela sigla anteriormente - que nesse caso seria o nome de Dejair para a majoritária e a aliança preferencial com o PMDB -, mas que na conferência deste ano a votação pode indicar um resultado diferente.

- O diretório é que fez a indicação e o encontro sempre foi para referendar a decisão, mas nesse caso haverá uma nova discussão. Queremos buscar a unificação partidária, mas nesse ano a gente não deve conseguir unificar - disse, lembrando sobre as mesmas indicações.

Quanto ao nome que comporá a majoritária, Dejair não acredita que haverá alterações. Ele lembrou que, embora Paiva e Sérgio Freitas, o Donda, tenham divulgado pré-candidaturas majoritárias, seu nome deve ser mantido:

- O diretório decidiu pela minha candidatura. O Paiva não apresentou nome oficialmente e o Donda se colocou depois que o diretório tinha decidido. Por isso, há apenas um vice.

Quanto à escolha do partido que comporá a chapa majoritária, entretanto, a indicação feita pelos militantes durante uma votação não estaria mais tão acertada.

- Ainda bem que não aprovamos a aliança, apenas o indicativo. Se não evoluírem as conversas até fevereiro, não vamos manter. Há vários outros partidos com propostas muito boas e mais vantajosas para o partido - comentou o presidente do PT voltarredondense.

Ainda no ano passado começaram a ventilar informações de que o PT municipal reproduziria a aliança nacional com o PMDB. Nesse caso, Paiva seria o vice de Neto. Com a discordância de integrantes do partido, o presidente formou uma comissão, com o auxílio de Paiva e do diretor de comunicação Marcos Araújo. A responsabilidade do trio seria conversar com todos os pré-candidatos a prefeito da cidade e escolher um deles para firmar o compromisso eleitoral.

Meses mais tarde, o partido protagonizou uma polêmica votação, que o grupo de Paiva insistiu ser ilegal, em que foi escolhida a aliança preferencial com Neto e o nome de Dejair para assumi-la. No fim de semana, no entanto, o presidente petista se mostrou insatisfeito com a escolha.

- Há propostas, inclusive, de patrocinar nossos candidatos à proporcional e participar mais ativamente do governo. Conversamos com o Gotardo antes de conversar oficialmente com o Neto e ele aceitou nossos questionamentos e prometeu essa participação maior. Também falamos com o PDT na semana passada e ficamos satisfeitos - disse Dejair.

Ele explicou que a insatisfação com a postura de Neto e do PMDB fez com que o grupo se sentisse livre para procurar outras vias.

- Tivemos duas conversas com o Neto: uma extra-oficial, com parte do partido, e uma oficial, feita pela comissão em agosto ou setembro. Apresentamos nossa proposta e ele não respondeu às questões, não nos respondeu oficialmente. Por isso, nosso segmento que vai definir a majoritária se sentiu com liberdade para conversar e contar com outros partidos - afirmou.

O vereador afirmou ter visto com surpresa as afirmações sobre o desinteresse pelo PMDB, uma vez que a orientação havia sido consenso na sigla e que a única dúvida seria referente à escolha do vice.

- O PT não está atrás de propostas, o que a gente quer é o melhor para a cidade e foi consenso que o melhor seria o PMDB - declarou o parlamentar.

Sobre a acusação de que não respeitava as imposições do partido, Paiva foi categórico:

- Isso eles estão pressupondo, porque todas as vezes que o PT não se alinhou com o Neto fiquei do lado do partido. Fiz campanha para a Cida e sempre fui obediente ao partido, mesmo sabendo que não era minha vontade. O que vai definir com quem o PT vai se alinhar e quem será o vice não é o Dejair, não é o Paiva, são os delegados do partido, em abril.

 
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