
Barra do Piraí
O ex-prefeito do município, Carlos Baltazar (PSB), revelou, hoje, que não pretende ficar de fora do cenário político este ano. E, para tanto, ele pediu a seus advogados que solicitassem à Justiça Eleitoral uma certidão que confirme sua elegibilidade, cassada, em 2005, pela Câmara Municipal de Barra do Piraí.
Baltazar ficou em maus lençóis depois ter as contas de seu último ano de mandato rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do estado do Rio de Janeiro). O caso foi a julgamento no Legislativo local, que reiterou a decisão do órgão, tornando-o inelegível no pleito seguinte, realizado em 2008.
Agora, o médico afirmou que acredita que o prazo dessa condição já prescreveu. Mas, para que nada dê errado na hora "H", ele quer se certificar disso.
- Estou pedindo, através dos meus advogados, uma certidão da Justiça Eleitoral, para garantir que não tenho mais nenhuma restrição na disputa de cargos eletivos. Pelo que me consta, a proibição não existe mais, porém, para que não fique o dito pelo não dito, quero tudo formalizado, preto no branco - disse.
‘Estou mais propenso a apoiar a alguém'
Carlos Baltazar destacou que, até o momento, não tem a pretensão se lançar em carreira solo no cenário político barrense.
- Neste momento, estou mais propenso a apoiar alguém. Se eu tivesse que encabeçar uma chapa majoritária, a campanha demandaria muito tempo e exigiria muito de mim, de modo que eu que deixar um pouco de lado o exercício da medicina, o que não pretendo fazer - explicou, revelando o nome do pré-candidato com ele mais se identifica:
- Se eu decidir mesmo que não serei candidato a vereador nem a outra função, quem tem o melhor perfil para receber o meu apoio, atualmente, é o vereador Mário Esteves (PRB). Com certeza, ele goza da minha simpatia.
Por fim, perguntado por que não pretende se afastar da política, o ex-prefeito respondeu:
- Sou um ser político e vivo isso no dia a dia. Além do mais, as pessoas me cobram que eu esteja envolvido nas decisões da sociedade barrense e, por toda minha trajetória, tenho uma dívida de gratidão com a população.