
Volta Redonda
Conforme noticiado ontem (12), o presidente do diretório
municipal do PSB, Gotardo Netto, retirou sua pré-candidatura a prefeito,
alegando problemas profissionais, existentes no hospital que pertence à família
dele - o Hinja. E, hoje (13), o ex-chefe do Executivo revelou que não possui,
até o momento, planos para as eleições deste ano.
O médico contou que, na verdade, está com os pés no futuro,
ou seja, pensando em tentar uma vaga na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro), daqui a dois anos.
- Não decidi se tentarei ser candidato a vereador. O que
penso, agora, é em me candidatar a deputado estadual, no pleito de 2014. Sobre
a cadeira na Câmara Municipal, sinceramente, ainda nem parei para pensar -
confidenciou.
No tocante à coligação com que ele deverá caminhar em
outubro próximo, Gotardo afirmou que são pequenas as chances de seu apoio ir à
pré-candidatura à reeleição do prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB). O mesmo
se estende a do deputado federal Jorge de Oliveira, o Zoinho (PR).
- Iniciei um processo de conversa com lideranças políticas,
para discutir as eleições deste ano. Conversei com Cida Diogo (ex-deputada
federal do PT), Jair Nogueira (do PV, presidente da Câmara e pré-candidato),
Rogério Loureiro (PRP), Renato Soares (PDT), entre outras. O objetivo foi de
debater caminhos para Volta Redonda - explicou.
- A minha linha de raciocínio tende a me levar para o lado
desse grupo. As possibilidades de me aliar ou ao Neto, ou ao Zoinho, são
pequenas, pois a tendência maior é de que eu busque uma candidatura
alternativa, que agregue novas possibilidades de governo - emendou.
‘Não perdi minhas
convicções políticas'
Voltando tocar no assunto que o fez desistir da
pré-candidatura, o ex-prefeito procurou se aprofundar em esclarecer o porquê
dessa atitude.
- A respeito de disputar a prefeitura, não me sinto na
condição de me dedicar à administração pública, pois requer tempo integral,
trabalho de corpo e alma. É uma atividade bastante puxada, inclusive a campanha
- argumentou.
Gotardo salientou que, nas atuais circunstâncias, não
poderia se "dedicar na medida em que a população merece".
- Caso eleito, eu não teria como tocar grandes projetos,
como fiz durante o meu governo, diante da situação em que estou. Então,
descarto fazer qualquer coisa pela metade. Para eu ser prefeito, tinha que ser
com 100% de entrega, e não em meio expediente - esclareceu.
O líder socialista encerrou frisando que permanece com seus
ideais e objetivos "intactos":
- Minhas convicções políticas continuam vigorando, de modo
que não desisti de nada em que acredito.