
Barra Mansa
Na Rua do Lazer, manifestantes petistas acompanharam em um telão a vitória de Dilma Rousseff (PT), a primeira mulher a presidir a República Federativa do Brasil. Organizada pela deputada estadual Inês Pandeló (PT), a festa uniu homens, mulheres, crianças, idosos, trabalhadores em busca de um "extra" e até um torcedor da oposição -- que foi o único a não comemorar quando a petista foi declarada eleita.
- O PMDB não está aqui, infelizmente, mas buscamos organizar um comitê suprapartidário, inclusive com vários vereadores da cidade, e fizemos ações conjuntas com o PMDB, o PCdoB e outros partidos, incluindo uma última caminhada no sábado. Mas essa festa foi uma ideia de última hora do PT, infelizmente eles não estão aqui - disse Inês, sobre a ausência dos outros partidos, enquanto a praça era decorada com bandeiras de Dilma e os primeiros fogos começavam a faiscar.
Sobre a vitória, ela se mostrou feliz e otimista:
- Tenho certeza de que Dilma vai continuar contribuindo com o trabalho iniciado pelo Lula há oito anos, que é o desenvolvimento com distribuição de renda.
Ela também avaliou o governo presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), que está deixando o cargo:
- Estou junto com a população, 82% da população avalia o governo como ótimo e bom e 90% como regular. Nunca um presidente teve uma avaliação dessas após um segundo mandato, tão boa. O Lula foi o único no mundo.
Já sobre os próximos quatro anos, a deputada não acredita que Lula vá ocupar algum ministério ou cargo na equipe de Dilma.
- O papel dele acredito que vá ser de amigo, conselheiro, não de um cargo oficial, mas como ele disse "ninguém vai separar Lula de Dilma", muito pelo contrário - analisou.
Inês comentou ainda sobre as críticas de que Dilma não teria carisma para governar o país, negando que elas possam atrapalhar seu trabalho como chefe do Executivo nacional.
- Não acho que vá atrapalhar o trabalho dela. Acho que cada um é diferente, mas o programa de governo é o mesmo, isso é que é importante. Para ajudar, acompanhar e até continuar nessa boa relação com outros países, ele (Lula) pode continuar fazendo essa linha direta, essa condução - falou.