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Mansão das filmagens pode ser demolida
Publicado em 16/11/2010, às 20h27
 
Última atualização em 16/11/2010, às 20h27

Filmagens chamaram atenção para o problema de construções irregulares na Costa Verde

Paraty

A mansão localizada no Saco de Mamanguá, em Paraty, que serviu de cenário para filmagens da saga de "Crepúsculo", do filme "Amanhecer", pode ser demolida. De acordo com as informações do Inea (Instituto Estadual de Ambiente), o proprietário da mansão já foi notificado e tem ciência da construção irregular feita em área de preservação ambiental, na Reserva Ecológica da Guatinga (REG).
O processo de demolição já foi sugerido pelo Inea, e aguarda decisão da justiça.

- Assim como em várias outras residências do Saco de Mamanguá, o proprietário dessa casa já foi notificado e inclusive já recebeu vários autos e multas. Solicitamos a demolição e isso está sendo julgado na justiça - afirmou Daniela Pires, diretora interina de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea.

Ainda, segundo o Inea, os diretores e toda a equipe de filmagem do "Amanhecer" solicitaram apenas a autorização para gravar dentro da Reserva Ecológica da Guatinga (REG), e não dentro da casa construída irregularmente.

- Concedemos a autorização para gravar dentro da reserva, e não sabíamos onde eles iriam fazer as filmagens. Independente disso, esperamos que o processo dessa residência culmine na demolição, que é o mais provável nesses casos. Essa casa é a próxima da nossa fila - ressaltou Daniela.

Há uma semana, uma mansão de um empresário coreano foi demolida no Saco de Mamamguá. Resultante da operação "Costa Verde Legal", a ação teve como objetivo implodir a construção irregular feita em área não-edificante, e de proteção ambiental.

A construção irregular feita por um empresário coreano do ramo de tecnologia teve início em 2000. Desde lá, o proprietário já vinha recebendo autos, notificações, e liminares informando que o local ficava em área não-edificante, e dentro da Reserva Ecológica da Guatinga (REG), sendo proibida a construção de qualquer unidade.

O empresário chegou a recebeu oito multas, no valor de 30 mil reais cada uma. Após o julgamento de diversos recursos, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou, em 2008, que o empresário demolisse a obra. Porém, como a ordem não foi cumprida, a justiça ordenou que o Estado realizasse a demolição, e que os custos ficassem a cargo do empresário.

- Não queríamos que chegasse a esse ponto. Mas avisamos várias e várias vezes, sem contar nas multas e liminares, mas ele continuou a obra na marra. Tem 10 anos que estávamos avisando, e ele não quis ouvir. Por isso não tivemos outra escolha a não ser a demolição - explicou Daniela Pires.

 
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