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Wagner Rodriguez
Angra dos Reis
O primeiro posto de gás natural de Angra dos Reis, localizado na Japuíba, está pronto e autorizado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) para entrar em funcionamento. Agora só falta a Ampla - concessionária de energia elétrica - fornecer o abastecimento necessário para que os três dispensers (similares a uma bomba de gasolina, e com seis bicos) funcionem.
Toda a documentação necessária para ligação já foi entregue à empresa. A expectativa é que até o próximo dia 15 o serviço seja inaugurado. A Ampla informou que o fornecimento de energia no posto GNV ainda não foi normalizado devido a pendências técnicas da rede interna do estabelecimento, que só foram sanadas há poucos dias.
A princípio, o posto funcionará com sete frentistas, que serão submetidos a cursos de qualificação na cidade de Valença de forma gratuita, além da parte administrativa.
Como piloto na região, o posto vai funcionar diurnamente e, dependendo da demanda e da questão de segurança, ele poderá funcionar 24 horas.
O presidente da Comissão Provisória de Gás Natural em Angra dos Reis, vereador Jorge Eduardo Mascote (PMDB), disse que o GNV trará uma maior economia ao consumidor, além de proteger o meio ambiente.
- Nós sabemos que é um combustível acessível ao bolso do motorista, por ser o mais barato entre eles, além de oferecer inúmeras vantagens como redução de 75% no valor do IPVA - disse o parlamentar.
O vereador ainda tem outro projeto, que é a instalação de mais um ponto de venda do combustível na região do Parque Mambucaba (Perequê), que poderá atender parte da população de Paraty.
O Auto Posto Café investiu mais de R$ 4 milhões de reais no posto de gás natural.
População destaca a economia
A cidade de Angra dos Reis possui uma frota com mais de 61 mil veículos, sendo que a estimativa é de que cerca de três mil sejam adaptados ao gás natural. Com a inauguração do posto, moradores que já possuem o kit instalado pretendem economizar na hora de abastecer.
- Converti o meu carro há pouco tempo, e como viajo sempre ao Rio eu abasteço em Itaguaí. Mas tem dias em que não viajo e acabo tendo que usar a gasolina mesmo. Este posto trará economia a quem já tem o kit instalado e para quem pensa em instalar - falou o representante comercial Marcos Aurélio Silva.
Para o autônomo Alan Silva, a instalação do serviço irá influenciar principalmente na economia e nos impactos ambientais.
- O GNV é uma ideia inteligente. Tenho o kit no meu carro há quatro anos, porém só recarrego a botija quando vou a Barra Mansa. Com a inauguração do posto na Japuíba quem mais ganha é o meio ambiente - afirmou.
Transporte do gás para o posto será realizado por caminhões
A proposta inicial é atender ao mercado de GNV de Angra com o Gás Natural Comprimido (GNC). Nesta modalidade, o combustível é transportado em caminhões em um sistema chamado ponto-a-ponto.
A distribuição do GNC a granel é considerada uma alternativa para estimular o desenvolvimento de novos mercados no país, especialmente em locais onde não há infraestrutura de transporte e distribuição.
Neste sistema, o mercado é aberto e a chegada do GNV a uma cidade não depende da distribuidora de gás natural. A compressão, o transporte e a comercialização do gás são de responsabilidade de empresas autorizadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para atuarem no segmento de GNC.
Obra chegou a sofrer embargo do Inea
As obras de instalação do posto de Gás Natural Veicular foram embargadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) no ano passado não possuírem o licenciamento ambiental que deveria ter sido emitido pelo instituto. Os serviços ficaram paralisados por três meses, atrasando o andamento do projeto.
- Assim que soubemos do embargo, procuramos o escritório do órgão em Angra e apresentamos toda a documentação que tínhamos. Mas o Inea afirmou que precisaria do licenciamento deles, e por isso os responsáveis entraram com o pedido em parceria com alguns políticos de representação estadual e nacional, conseguindo retomar os trabalhos - destacou Jorge Eduardo Mascote.
Para facilitar a instalação do posto, os vereadores aprovaram um projeto de lei que adequou a cidade para a instalação da unidade. O documento fez alguns ajustes ao código de obra, reduzindo de 250 para 100 metros o raio de construção do posto entre asilos, escolas e hospitais. A partir desse ajuste, a licença ambiental foi emitida com mais rapidez.