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Câmara de Angra dos Reis debate violência doméstica
Publicado em 27/11/2011, às 19h24
 
Última atualização em 27/11/2011, às 19h24

Angra dos Reis

O alto índice de crimes contra a mulher será tema de debate na Câmara Municipal de Angra dos Reis terça-feira (29). Com a presença de representantes da OAB Mulher, da Associação de Mulheres Comunitárias em Ação e da Pastoral da Mulher. A iniciativa tem como objetivo divulgar a Lei Maria da Penha e incentivar as vítimas de agressões a denunciarem.
A vereadora Maria do Carmo Aguiar (PT), a Lia, destacou a necessidade em divulgar a legislação que protege a mulher contra ações de violência para que elas se sintam encorajadas a denunciar as agressões e não retiraram as ocorrências.
- É muito importante que todos tenham informações sobre o que é a Violência contra a Mulher e meios para enfrentar este mal, que aflige milhares de brasileiras. Nem sempre as agressões são físicas, muitas vezes as mulheres são vítimas de violência psicológica perpetuadas por seus próprios companheiros. A violência, seja ela física ou emocional, contra a mulher sempre existiu. O que mudou é que estamos mais amparadas pela lei, e atualmente mais mulheres procuram as autoridades a fim de que os culpados sejam julgados pela lei - destacou.
De acordo com os registros do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), de 2007 a 2011 foram realizados 1.408 atendimentos de mulheres que sofreram algum tipo de agressão. Somente este ano, foram 210 casos.
Segundo o secretário de Ação Social, eventos como a passeata ajudam a esclarecer a população.
- Precisamos cada vez mais colocar esse tema em evidência, pois, a cada dia que passa, temos conhecimentos de mais casos ligados à violência contra a mulher. É através de campanhas como essa que conseguimos conscientizar as pessoas - explicou Walter Costa Filho.
Como Angra não possui uma Deam (Delegacia Especial de Atendimento a Mulher) tem sido buscada a efetivação da proposta para disponibilizar uma sala para atendimento especifico para elas na 166º Delegacia de Polícia. Segundo Lia, está sendo aguardada uma reforma que irá trocar o telhado da DP para então arrumar um espaço para os atendimentos.
- Vamos mobiliar e arrumar a sala para melhor atende-las. Já é complicado para a mulher ter a coragem de denunciar. Ao chegar à delegacia ela é atendida por um homem, e isto aumenta o constrangimento. A sugestão é que seja disponibilizada uma sala onde uma policial devidamente instruída irá orientar a vítima sobre quais os passos devem ser dados após a denúncia. Há toda uma estrutura para dar o suporte a elas, porém muitas desconhecem este sistema. A nossa intenção é fazer um estudo sobre os casos já ocorridos na cidade e desenvolver uma política de combate a estas práticas - ressaltou.

 

 
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