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Folia de reis marca o mês de janeiro em Barra Mansa
Publicado em 4/1/2012, às 18h52
 
Última atualização em 4/1/2012, às 18h52

Barra Mansa

 

As folias de reis são uma das tradições do mês de janeiro e um dos mais antigos representantes barramansenses é o mestre de folia Paulo Cesar do Carmo, o Piola. Há 70 anos, sua família é responsável por um grupo de folia cuja tradição passa de pai para filho. Hoje (4), o grupo se apresentaria nas cidades mineiras de Andrelândia, Arantina e São Vicente de Minas.

- Fazemos folia há 70 anos e passa de geração em geração. Participo com meus irmãos, minha mulher, meu filho. A base é minha família e aí convidamos os amigos. Cantamos nas casas dos devotos de Santo Reis e de São Sebastião e fazemos peregrinação até o local - disse Paulo Cesar, que também é presidente da Associação de Folia de Reis do Estado do Rio de Janeiro.

As folias de reis relembram a caminhada dos reis magos para visitar o menino Jesus, recém-nascido. Por isso, as folias começam em 25 de dezembro e vão até 6 de janeiro. Há ainda as folias de São Sebastião, que vão até 20 de janeiro. Como lembrou o mestre de folia, são feitas peregrinações até as casas dos devotos.

- O certo seria fazermos as peregrinações nos 12 dias, mas como trabalhamos em alguns lugares e moramos em outros, saímos apenas aos fins de semana - falou.

Ele fez questão de frisar o caráter religioso da festa:

- É de tradição europeia, chegou no Brasil com os portugueses e árabes, mas sempre com ritmos diferentes em cada região do país. É um evento religioso, as toadas, canções que tocamos e cantamos são sempre referentes a fatos bíblicos.

Ele explicou que a folia é composta por um mestre, responsável por coordenar o grupo e fazer os versos de improviso; dois contramestres, que são auxiliares e ajudam o trabalho do mestre; os palhaços e os foliões, que tocam.

- Antigamente não se usavam mais de três palhaços, mas como as pessoas gostam hoje em dia tem mais. Particularmente, não gosto de passar de seis palhaços - afirmou.

Durante as peregrinações, ou caminhadas, um dos foliões segura um estandarte com a figura dos reis ou de São Sebastião e os outros tocam os cânticos religiosos cantados pelo mestre, ou as toadas. Em alguns momentos, o grupo para e os palhaços, sempre mascarados, dançam, fazem gestos e versos, sempre em tom de brincadeira.

- Faço isso porque amo folia de paixão. Enquanto houver a tradição da família, vou manter e com certeza farei isso - comentou.

Se depender do filho de Paulo Cesar, a tradição deve se manter:

- Ele disse que ama folia com o seu coração.

Durante apresentação, foliões tocam, palhaços dançam e brincam e mestre coordena grupo

 
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