
Angra dos Reis
Trabalhadores - cerca de três mil - do canteiro de obras da Usina Angra 3, ligados à empresa Andrade Gutierrez, cruzaram os braços no fim da tarde de terça e continuaram com sua paralisação durante o dia de hoje.
O Sticpar (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Angra dos Reis e Paraty) começou as negociações com a empresa, levando aos diretores da mesma as reivindicações dos empregados. Porém a Andrade Gutierrez informou ao sindicato que negociaria com os trabalhadores após estes voltarem as suas atividades normais.
A posição da empresa foi levada até os empregados, que realizaram uma votação em que escolheram por manter o estado de greve.
Os operários deixaram o canteiro de obras no início da tarde de hoje, mas prometeram retornar na manhã de amanhã, para uma nova rodada de negociações.
Os trabalhadores reivindicam a demissão de três funcionários que ocupam cargos de confiança na Andrade Gutierrez e, de acordo com eles, estariam praticando maus tratos e dando advertências sem fundamentações.
O presidente do Sticpar, Marcelo Vidal, comentou sobre as medidas tomadas pelo sindicato.
- Entramos em negociação com a empresa para passar as reivindicações dos trabalhadores. Eles falaram que só haveria a negociação mediante o retorno dos operários ao canteiro de obras. Então transmitimos essa notícia aos funcionários, que votaram a favor da greve. A empresa disse que não teria almoço, por isso resolvemos deixar o canteiro. Pedimos o transporte e a empresa forneceu, deixando todos os trabalhadores em paz nas suas casas. Vamos continuar conversando e buscando o melhor para a categoria - explicou Marcelo.
O diretor do Sticpar, Isaac Matos, disse que a instituição apoiará os operários, até o fim das negociações.
- O papel do sindicato é de defender os interesses do trabalhador.
Se estiver havendo qualquer tipo de discriminação ou assédio moral, estaremos sempre a favor dos funcionários, que são os mais prejudicados. Hoje a maioria votou a favor da greve, por isso estamos nessa até o fim - disse.