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Volta Redonda
Mais uma mobilização da campanha "Essa vaga não é sua nem por um minuto" foi realizada na manhã de hoje. A ação, na Vila Santa Cecília, reuniu representantes da GM (Guarda Municipal), Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), do Capd (Centro de Apoio da Pessoa com Deficiência) e da Smac (Secretaria Municipal de Ação Comunitária).
De acordo com a gerente do Capd, Elizabeth Melo, o objetivo é conscientizar os motoristas para que evitem estacionar na vaga destinada ao deficiente.
- Cem vagas de estacionamento já são destinadas para os deficientes em Volta Redonda. São 6% do número de vagas, quatro a mais que o exigido por lei, que é de 2%. Mesmo assim, recebemos muitas reclamações de pessoas que não conseguem utilizá-las. Por isso, iniciamos no fim do ano passado a mobilização. Nesse período percebemos uma leve melhora na situação - disse.
O cadeirante Antônio Jorge, representante de vendas, foi responsável por trazer a campanha, criada em Curitiba, para ser implantada em Volta Redonda.
- O projeto é da empresária e cadeirante Mirella Prosdócimo, que teve a ideia após ser vítima de agressão verbal enquanto tentava estacionar. Eu também já passei por isso. Quando descobri um site que falava da campanha, logo pensei em colocar em prática. Teve uma situação em que um homem disse que iria me bater, só que ele estava errado ao parar na vaga de deficiente - relatou.
- As pessoas não entendem que as vagas de deficientes estão localizadas em pontos de fácil acesso. Temos dificuldade de deslocamento e precisamos dessa estrutura. Eu, por exemplo, tenho uma doença muscular, não posso fazer movimentos de impulsão. Por isso, é difícil fazer força para sentar na cadeira. Como eu, muitos passam por esse problema - acrescentou.
De acordo com o inspetor da Guarda Municipal Silvano Teixeira de Paula, a pessoa que parar no estacionamento de deficiente pode até ter o veículo rebocado:
- Primeiro fazemos uma notificação e, se for necessário, chamamos o guincho. A infração gera a perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20. Quando abordamos os motoristas, eles sempre alegam que pararam rápido, só por um minuto. Entretanto, nesse momento pode haver um motorista com deficiência que precisa estacionar.
Para ter direito à vaga eles são credenciados por órgãos de controle do trânsito, como a Suser (Superintendência dos Serviços Rodoviários). A instituição faz o cadastro e a avaliação da necessidade da pessoa. Ela ganha um selo, utilizável em todo o território nacional.
- Nas cidades que não têm esse tipo de órgão pode procurar o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) - explicou.
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