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Professor explica cuidados e recomendações sobre uso de adoçantes
Publicado em 21/04/2012, às 17h46
 
Última atualização em 21/04/2012, às 17h46

Volta Redonda

O uso de adoçantes, seja na comida ou no café, ainda gera dúvida sobre quem pode fazer o uso, quais tipos são os mais recomendáveis e em que devemos nos preocupar para não abusar na dose diária. O professor e coordenador do curso de Nutrição do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), Alden dos Santos Neves, declarou que existe uma série de dúvidas e questionamentos sobre o assunto, e recomendou:

- O adoçante é vantajoso até mesmo para pessoas sem problemas de peso ou saúde, pois o uso ocasiona um controle melhor de peso e controle metabólico mais eficiente - afirmou.

Os adoçantes podem ser classificados de acordo com sua origem: naturais - que são aqueles encontrados diretamente na natureza, como os adoçantes a base de frutose e estévia - e artificiais - os manipulados ou criados pelo homem -, e que normalmente são aqueles de gotinha transparente encontrados nos mercados.

Segundo o professor, os adoçantes também são classificados de acordo com sua capacidade de gerar caloria depois de ingeridos como calóricos e não calóricos.

- O adoçante calórico é aquele que, quando você adiciona ao alimento, a adição aumenta o valor calórico da comida - como, por exemplo, a frutose, que gera caloria por gramas adicionado à composição do alimento - esclarece.

Crianças

O que muitas pessoas ainda têm dúvida é sobre o uso de adoçantes para crianças. Alden explica que, quando assim recomendado, como no caso de crianças com diabetes, o uso do adoçante não só é válido como necessário.

- Hoje em dia, com o uso diversificado de adoçantes, não estamos mais sujeitos a um único tipo. Na verdade, temos uma composição bem variada nos nossos alimentos, que ajudam até a melhorar o sabor - complementa.

O que os consumidores devem ficar atentos são sobre os boatos que surgem a respeito dos adoçantes: que podem levar a doenças como o câncer, por exemplo.

- Os boatos a respeito de que os adoçantes podem levar ao câncer são mais para causar terrorismo do que informar e alertar. Não há base científica para afirmar a hipótese - esclarece.

Alden alerta que mesmo não causando doenças como o câncer, cada adoçante tem uma tolerância de dose máxima diária e o uso excessivo pode causar, mesmo raramente, intercorrências.

Para evitar isso, Alden recomenda que se procure um profissional capaz de orientar e ajudar quanto a essa questão, para que o adoçante não seja um "vilão" e consiga agir de maneira eficaz a fim de colaborar na saúde e bem-estar de cada um.

 
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