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Angra dos Reis: Saúde está sob o olhar das autoridades
Publicado em 23/03/2013, às 16h39
 
Última atualização em 23/03/2013, às 16h39

Governo vem adotando novas medidas e elaborando propostasTatiane Rodrigues

tatiane.rodrigues@diariodovale.com.br

Angra dos Reis

A "doença" do setor de Saúde de Angra dos Reis parece não ter fim e continua preocupando bastante as autoridades do município. A cada dia, pacientes reclamam da atual situação das unidades hospitalares de toda a cidade. Mas, segundo a prefeita Conceição Rabha (PT), novas propostas estão sempre sendo elaboradas para tentar resolver essa situação.

Ela explicou que Angra hoje enfrenta problemas na saúde e, ao mesmo tempo, uma epidemia de dengue.

- Mas estamos fazendo o possível e o impossível para garantir o atendimento a todos. Eu mesma uso o serviço público de saúde, conheço os déficits e me envergonho do que vejo. Principalmente do Pronto-Socorro municipal, com falta de manutenção dos equipamentos, falta de roupa de cama, dentre outros. Mas não podemos mudar tudo da noite para o dia. Decretamos estado de emergência na saúde para facilitar a melhoria. E estamos realizando constantes alterações no atendimento, estudando propostas de melhorias para que o atendimento seja garantido - disse.

A prefeita informou inclusive que, mesmo com a epidemia de dengue, não há um centro de hidratação isolado do município, por conta do caso grave de falta de médicos. A área está sendo montada dentro da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Japuíba.

- Esta, que é a 5ª epidemia, provavelmente aconteceu porque tivemos um desequilíbrio no começo do ano. Problemas na coleta de lixo e um alto índice pluviométrico. Não montamos um centro de hidratação específico, porque ainda enfrentamos um quadro grave de falta de médicos, mas ainda estamos em uma situação suportável. Achamos melhor deixarmos o atendimento à dengue nas unidades de saúde para não atrapalhar o atendimento normal também - destacou a prefeita.

Para os moradores, os transtornos têm sido muitos

Em todos os cantos do município, os problemas são relatados. Principalmente vindas de pessoas que não conseguiram atendimento.

- Toda hora algum hospital ou posto aparece com um problema diferente, como se já não bastasse o péssimo atendimento. Quem depende do SUS (Sistema Único de Saúde) hoje em dia fica à mercê da boa vontade e da sorte, porque para conseguir consulta e fazer exames em Angra só com Deus mesmo para ajudar - afirmou o aposentado Júlio Bragança. 

Trabalho da prefeitura

Para tentar sanar os principais transtornos da saúde de Angra, o governo de Conceição Rabha vem adotando novas medidas e elaborando propostas. Um exemplo é a contratação de médicos para atendimento na rede pública municipal.

O secretário de Saúde, Carlos Vasconcellos também admite que a saúde ainda tem muitos problemas, principalmente a falta de médicos. Com relação à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Japuíba, ele esclareceu que, para ordenar melhor o sistema, a prefeitura acaba de realizar um processo seletivo simplificado.

Além disso, segundo ele, foram chamados de imediato todos os médicos do cadastro de reserva aprovados no concurso de 2012. Agora, cerca de 45 clínicos, cinco pediatras e sete médicos do programa Estratégia de Saúde da Família (ESF) devem ser integrados ao sistema público. Alguns já começaram a trabalhar, inclusive, e um grupo de clínicos será direcionado para a UPA Japuíba.

- Recebemos a UPA com praticamente nenhum clínico em situação regular de trabalho. Na gestão passada optou-se por uma modalidade de contratação temporária que, infelizmente, deixou a nova administração sem condições de recontratação, já que alguns desses contratos foram encerrados em outubro e dezembro do ano passado - lamentou Carlos Vasconcellos.

Outro ponto que recebe muitas reclamações dos pacientes é a falta de insumos médicos e equipamentos, além das condições ainda precárias de algumas unidades de saúde do município. A prefeita Conceição lembrou que ao assumir o Governo, em janeiro, muitos contratos de manutenção haviam expirado.

Além disso, como a atual gestão encontrou dívidas de cerca de R$ 9 milhões só na Saúde e outros R$ 17 milhões na Santa Casa, alguns fornecedores recusaram-se a continuar vendendo. No dia 1º de março, sobretudo, por causa da dengue, o município decretou situação de emergência epidemiológica, a fim de agilizar as aquisições.

- Recebemos a rede municipal com a previsão de abastecimento em termos de serviços hospitalares até março. Alguns itens, no entanto, já estavam em falta desde novembro. Estamos fazendo algumas compras emergenciais, respaldados pela situação de emergência - explicou o secretário de Saúde.

Segundo Conceição, em seis meses pelo menos, todos os contratos de manutenção e aquisição de insumos para a Saúde estarão ativos. A partir daí, ela explicou que as dificuldades encontradas hoje e os problemas de infraestrutura das unidades estarão sendo resolvidos.

- Não preciso que ninguém venha me relatar as dificuldades porque eu sei. Eu visito os postos de Saúde, às vezes à noite, tenho ido ao pronto-socorro e converso com os pacientes. A situação atual não me agrada e estamos trabalhando muito para resolver, dentro da legalidade exigida - ressaltou a prefeita.

O secretário de Saúde confirmou a abertura do Hospital da Japuíba no final de junho. Unidade que concentrará alguns serviços hoje espalhados pela cidade, inclusive do Pronto-Socorro Municipal, além de demandar outras mudanças no atendimento. A Santa Casa, por exemplo, passaria por algumas reformas internas e ganharia novas funções.

 
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