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Carreata de policiais e bombeiros em Volta Redonda alerta para possível greve
Publicado em 7/2/2012, às 19h54
 
Última atualização em 7/2/2012, às 19h54

Volta Redonda

Policiais e bombeiros realizaram, na manhã de hoje, uma carreata pelos centros comerciais da cidade. Os veículos e um carro de som saíram às 11h20 do estacionamento da Ilha São João, passaram em frente ao 28º Batalhão e foram em direção ao Retiro. Em seguida, retornaram pela Avenida Beira-Rio, até o Aterrado, Vila Santa Cecília, Amaral Peixoto, e voltaram à Ilha São João.

- Começamos com 50 veículos e, ao passar pelos bairros, novos carros foram aderindo à carreata. O nosso objetivo é alertar a população para uma possível greve da segurança pública do estado nesta sexta-feira. Queremos o apoio dos cidadãos na nossa luta por melhores condições de trabalho - afirmou o representante da comissão estadual de porta-vozes, cabo Pablo Rafael.

Segundo o PM, o Estado do Rio de Janeiro tem o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) do país, porém, os policiais recebem o pior salário.

- Ganhamos apenas R$ 1.031,38. O governador nos prometeu 48% de aumento, mas até hoje recebemos 12%. O reajuste deve ser pago completo até 2014, quando receberemos R$ 2.015. Além disso, lutamos por melhores condições de trabalho e um novo código de ética, pois o nosso código de conduta está ultrapassado. Na legislação diz que um trabalhador deve cumprir a carga de 44 horas semanais. Nós, policiais, fazemos 72 horas - falou.

As ações para as melhorias salariais começaram em 2011, com os bombeiros. Segundo o representante da categoria, sargento Jota Santos, a mobilização é feita pelas três forças de segurança - Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil.

- O nosso movimento é ordeiro, pacífico, pela luta da dignidade dos trabalhadores. Mesmo já tendo feito protestos no ano passado e recebido promessas do governador Sérgio Cabral, não tivemos uma ação concreta por parte do governo. Mesmo com o reajuste proposto, o salário continua defasado. Queremos sentar com o governador e as três forças para a negociação - disse.

O representante do movimento, cabo Pablo Rafael, afirmou que em 13 de janeiro uma proposta foi enviada para o governo estadual, porém, até hoje nenhuma resposta teria sido dada.

- Caso não tenhamos uma solução, vamos realizar uma assembleia na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro. Uma greve geral será iniciada à zero hora da sexta-feira. Os agentes ficarão aquartelados e só sairemos em casos emergenciais - comentou.

Os bombeiros farão o mesmo procedimento.

- Vamos fazer atendimentos de urgência. Em nenhum momento iremos deixar a população na mão, pois lidamos com vidas e somos responsáveis por elas. Mas só sairemos em caso de incêndio e acidente com vítimas, o rabecão ficará parado - afirmou o sargento Jota Santos.

Antes do início da mobilização, policiais militares participaram de uma reunião com o comandante do 28º Batalhão, tenente-coronel Igor Magalhães.

Segundo agentes que estiveram no encontro, o comandante pediu para que os homens não se precipitem ao deflagrar a greve. O conselho teria sido dado pelo comandante geral da PM do Rio, Erir Ribeiro da Costa Filho. A postura adotada pelo comandante de Volta Redonda seria de não fazer ameaças, mas ele avisou que, se necessário, medidas punitivas serão adotadas em caso de paralisação.

CDL alerta lojistas sobre possível paralisação da PM

Resende

A greve dos policiais militares na Bahia, iniciada há mais de uma semana, já modificou a rotina dos lojistas em grande parte do estado. A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Resende, preocupada com a possibilidade de paralisação no Estado do Rio de Janeiro, alerta os lojistas do município quanto às possibilidades e precauções imediatas.

- Estamos muito preocupados com os rumos dessa greve. Mas não podemos nos desesperar. Precisamos manter a tranquilidade e acompanhar o andamento da negociação - disse o gerente executivo da CDL Resende, Augusto Costa.

O diretor alerta que os cuidados com a segurança devem ser os mesmos já praticados pelos lojistas:

- Cuidado na hora de abrir e fechar o estabelecimento, na movimentação diária do dinheiro, horários alternados de ida ao banco. Investir em equipamentos de segurança, como alarmes e câmeras, também colabora.

Segundo ele, a possível paralisação poderá comprometer os rumos do comércio em todo Estado do Rio.

- Essa segurança que só o poder público pode nos oferecer é fundamental para um desempenho lojista sólido. Necessitamos de condições que nos permitam ficarmos livres de pequenos furtos ou mesmo assaltos a caixas eletrônicos, que assustam toda população. Mas, repito, não podemos sofrer por antecipação - falou.

 

 

 
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