Barra do Piraí
Policiais da 88ª DP ainda não conseguiram avançar nas investigações do assassinato do jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, de 50 anos, e da companheira dele, Maria Aparecida Guimarães, 42. Eles foram mortos a tiros na madrugada de 9 de fevereiro, por volta de 1h30.
O casal teria sido rendido na casa da mulher, no Centro, e levado até a localidade conhecida como Estrada das Rosas, no bairro Minuano, onde foi executado. Os disparos foram à queima-roupa.
A polícia trabalha com várias hipóteses para justificar o crime, uma delas é a de que o assassinato pode ter tido conotação política. Mário Randolfo era dono do jornal online "Vassouras na Net".
Há cerca de sete meses, ele teve sua casa, em Vassouras, invadida por um homem que o jogou no chão e disparou cinco tiros em sua cabeça. O jornalista ficou internado vários dias no Hospital Universitário Sul Fluminense, mas sobreviveu.
Na época, a tentativa de homicídio foi registrada na 95ª DP (Vassouras), mas, até agora, ninguém foi preso. Mário Randolfo era um jornalista polêmico.
Depois do atentado, ele passou a morar em Barra do Piraí. O também jornalista Willian Renato, conhecido como "Gato Preto", que comanda um programa de rádio em Barra do Piraí, era amigo de Mário Randolfo.
- Após 17 dias do atentado em Vassouras, Randolfo foi ao meu programa e reclamou que as investigações sobre o crime não tinham apresentado avanço - lembrou, acrescentando que nada foi levado do imóvel do casal no dia em que eles foram baleados.