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Evento em boate de Volta Redonda termina com três tiros
Publicado em 10/03/2012, às 11h20
 
Última atualização em 11/03/2012, às 21h13

Volta Redonda

O delegado titular da 93ª DP, Antônio Furtado, disse hoje (11) que vai instaurar inquérito policial para apurar o episódio ocorrido no fim da madrugada de sábado, na Boate Porão, quando um homem identificado apenas como "Madeira" teria disparado três tiros a esmo. Ninguém foi atingido. Houve corre-corre e tumulto após o encerramento do show da banda Capital Inicial. No local foi apreendida uma munição da marca CBC, calibre 40, que o delegado vai mandar ser periciada no ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli).

Furtado já tem conhecimento de que os tiros foram disparados após uma briga envolvendo quatro frequentadores que estavam na boate. O caso foi registrado como rixa e disparo de arma de fogo.

Os quatro envolvidos afirmaram que não desejavam representar criminalmente um contra o outro, mas disseram que comparecerão à delegacia e à Justiça, se forem intimados. Ao contrário do disparo de arma de fogo, o crime de rixa ou agressão depende de representação da vítima para que o Mistério Público possa ou não apresentar a denúncia ao juízo. Caso contrário, o caso é arquivado.

Os suspeitos envolvidos na briga são o empresário Alexsander Novais Salamargo, o policial militar Daniel José Azevedo Nascimento e dois irmãos, o professor Carlos Alfredo Tomás Arruda de Carvalho e José Alfredo Tomás Arruda de Carvalho.   

Todos eles foram levados para a delegacia de Volta Redonda, onde prestaram depoimentos. O policial militar Aldair Ribeiro da Silva também depôs na condição de testemunha.

Ele contou que, por volta das 4h45 de sábado, foi solicitado pelo Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública) para verificar uma briga entre frequentadores da Boate Porão, no bairro Jardim Amália.

O policial militar explicou que, ao chegar na boate, cerca de oito minutos depois da confusão, encontrou Carlos Alfredo, que contou que tinha sido agredido por três homens, tendo um deles efetuado pelo menos três tiros dentro da boate. Segundo o PM, o irmão de Carlos Alfredo, José Alfredo, também contou que tinha sido agredido. Carlos Alfredo informou ainda que tinha encontrado uma cápsula no local. Em seguida, o policial Adair Ribeiro conduziu os irmãos para a 93ª DP.

Empurrão

Carlos Alfredo disse que se encontrava na boate com o seu irmão José Alfredo e após o término do show ainda ficaram conversando. Segundo ele, num determinado momento, um homem de camisa rosa o empurrou, com força (segundo a polícia, esse homem seria o empresário Alexsander Novais).

- Não cheguei a cair, mas o copo que estava segurando caiu. O homem não parou e continuou andando. Essa mesma pessoa retornou e me empurrou novamente, mas dessa vez frontalmente. Iniciou-se uma confusão e nos agredimos - disse o professor, acrescentando que um homem apareceu e separou a briga.

- Nesse mesmo tempo, ouvi pelo menos três tiros e nesse instante as pessoas começaram a correr, meu irmão (José Alfredo) me puxou e fomos para a cozinha da boate. Quando os PMs chegaram, o pessoal da segurança mostrou os outros dois envolvidos na briga e viemos para a delegacia - acrescentou.  

O bancário José Alfredo Arruda confirmou a versão do irmão. Ele disse que estava junto com Carlos Alfredo na boate e que depois do show ainda permaneceram no local.

Segundo José Alfredo, um homem empurrou seu irmão e o copo de Carlos Alfredo caiu no chão.

- O homem passou direto, mesmo após Carlos ter reclamado com ele, dizendo que não precisava daquilo e que ele poderia passar devagar. Na volta, o mesmo homem empurrou Carlos novamente e então começou uma confusão entre os dois. Acabei também sendo agredido. Também ouvi três tiros quando ocorria a briga. Puxei meu irmão e fomos para a cozinha do local. Depois que saímos de lá, encontrei uma cápsula de munição CBC calibre 40 e guardei no bolso. Apresentei a munição para ser apreendida na delegacia - falou José Alfredo, acrescentando que também não desejava representar criminalmente contra os autores.

Empresário dá versão diferente dos irmãos na delegacia

O empresário Alexsander Novais Salamargo disse que foi à Boate Porão assistir ao show da banda Capital Inicial e que depois do evento estava quase saindo do estabelecimento, quando resolveu ir ao banheiro. Segundo ele, o lugar estava muito cheio e no caminho acabou esbarrando em um rapaz.

- Fato que foi impossível de evitar, dada a aglomeração de frequentadores. O rapaz não gostou e começou a discutir comigo, mas não quis briga e segui para o banheiro - disse Alexsander Novais.

Segundo a polícia, o rapaz mencionado pelo empresário seria Carlos Alfredo. Alexsander Novais explicou que ao retornar do banheiro comentou o fato com o amigo Daniel José Azevedo, foi quando o rapaz teria lançado o copo de cerveja em cima deles.

- Na hora fiquei irritado e começou uma discussão. O rapaz avançou para cima de mim e trocamos socos. Foi Daniel quem separou a briga - contou o empresário.

Alexsander Novais disse que também ouviu os tiros e que depois dos disparos as pessoas começaram a correr. Ele explicou que, junto com Daniel José, foram para o estacionamento, quando foram abordados por um policial militar, que os convidou para ir até a delegacia.

O policial militar Daniel José também depôs na 93ª DP. Ele contou que após o show o seu colega Alexsander Novais foi ao banheiro e que no caminho um rapaz iniciou uma discussão, mas que seu amigo não revidou e saiu de perto.

- Depois, eu vi o rapaz de camisa listrada lançar cerveja em Alexsander e em mim. Eles começaram a brigar e eu separei a briga. Também ouvi os tiros, antes de ir para o estacionamento - falou Daniel José.

 
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