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Acidentes com motociclistas: quatro mortes por semana
Publicado em 20/04/2013, às 18h47
 
Última atualização em 20/04/2013, às 18h47

Volta Redonda

As 192 mortes registradas em acidentes com motos, no ano passado, revelam uma média de quatro vítimas fatais por semana em Volta Redonda. Além disso, o número vinha apresentando crescimento, já que é maior do que o dos anos anteriores. Mas nos primeiros três meses de 2013, a estatística parece ser melhor: foram registrados quatro acidentes com morte no total.

O número de acidentes envolvendo motocicletas pode não continuar seguindo a média de 2012, mas parece cada vez mais visível no trânsito da cidade. Nas últimas semanas, inclusive, algumas ocorrências reacenderam a discussão sobre condutas perigosas em manobras e ultrapassagens no trânsito.

Entre os registros mais recentes, está o caso do motociclista Jonatan Almeida Pedroso. Ele morreu depois de ser atropelado por uma carreta na Via Sérgio Braga, na altura do bairro Conforto. De acordo com as informações, ele teria ultrapassado um ônibus, quando foi atingido pela carreta. Mesmo sem sinais de imprudência, este foi mais um acidente que mostrou a vulnerabilidade do veículo.

Por isso, a questão da responsabilidade no trânsito e os métodos de direção defensiva procuram ser bastante trabalhadas. Para reduzir os graves números que relacionam as motos aos acidentes, a Guarda Municipal (GM) de Volta Redonda lançou no início do ano o projeto "Guiando pela Vida".

A iniciativa durou de 21 de janeiro a 22 de fevereiro, realizando fiscalizações três vezes por semana, nos locais mais movimentados da cidade. Durante as abordagens era falado sobre os cuidados no trânsito e direção defensiva, e ainda era verificado o uso adequado dos equipamentos de segurança obrigatórios - como capacetes, joelheiras e outros.

De acordo com a assessora de comunicação da GM, Vera Cuiabano, o projeto apresentou resultados satisfatórios, visto que os acidentes sem vítimas, nos primeiros três meses, apresentaram uma redução de até 55% em comparação ao mesmo período passado - foram 43 em 2012 e 16 em 2013.

- A campanha apresentou resultados positivos. Diminuiu muito o número de acidentes sem vítimas, em relação ao registro do primeiro trimestre do ano passado envolvendo motonetas, motocicletas tradicionais e de carga que são utilizadas por motoboys - enfatizou.

Durante a campanha, os maiores problemas registrado entre os motociclistas abordados, segundo a assessora, era a falta dos documentos necessários no caso de alguns condutores.

- Em razão do grande número de veículos aprendidos pela Guarda por falta de habilitação ou documentação vencida, chegamos à conclusão de que as pessoas estão optando por comprarem uma moto antes de estarem em dia com os órgãos responsáveis - informou.

Outra iniciativa de grande impacto na redução de acidentes de trânsito, que também já pode estar sendo responsável pelos novos números, é o curso obrigatório de 30h. O projeto é destinado aos motociclistas que utilizam os veículos como ferramenta de trabalho e já virou lei.

Dentro das novas determinações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) os motoboys ainda devem conduzir as motocicletas com equipamento adequado

- capacetes, cotoveleiras, joelheiras, faixa refletiva nas roupas e antena corta linhas.

Imprudência e imperícia

De acordo com o coordenador da Defesa Civil e do Ciosp (Centro Integrado de Operações e Segurança Pública) de Volta Redonda, major Rodrigo Ibiapina, a quantidade de acidentes envolvendo motociclistas pode ser creditada à imprudência e imperícia de alguns condutores. Mas também pela falta de atenção dos motoristas de outros veículos maiores.

- Há uma grande quantidade de motos circulando pela cidade que realizam ultrapassagens perigosas, ações irregulares e manobras sem sinalização, por isso o número de acidentes cresce. E estes motociclistas não veem que colocam em risco a própria segurança e a de outras pessoas, como os pedestres - salientou.

Ibiapina reforçou que outro ponto deve ser observado: a falta de experiência de alguns condutores de motos.

- Nos últimos anos, os condutores estão sendo preparados somente para obterem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e quando saem às ruas, não estão preparados para lidarem com situações que o trânsito oferece diariamente. Afinal, para motos, qualquer imprudência ou descuido pode ser fatal - reforçou.

Impunidade em acidentes

A reincidência em acidentes de trânsitos é outro fator que pede urgentemente que novas regras e punições sejam criadas. De acordo com a advogada criminalista Simone Gouveia, muitos acidentes não são julgados da maneira correta, visto que o número de reincidências vem apresentando crescimento nos últimos três anos.

De acordo com ela, se um menor de idade ou uma pessoa sem a CNH se envolver em um acidente, que leve a morte de alguém, ela será julgada somente por homicídio culposo - sem a intenção de matar - o que pode voltar a acontecer.

- Na realidade a maioria destes acidentes poderiam ser indícios de dolo, ou intenção de matar, visto que o menor de idade no trânsito e a falta de documentos de habilitação são irresponsabilidades muitas vezes fatais - pontuou.

Números de acidentes com vítimas fatais:

2010: 136

2011: 176

2012: 192

2013 (primeiro trimestre): 4

Os dados são do 28° Batalhão da Polícia Militar (BPM) sobre a cidade de Volta Redonda

 
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