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Suspeito de latrocínio é preso em Volta Redonda
Publicado em 28/01/2014, às 11h40
 
Última atualização em 28/01/2014, às 20h20

Batata é suspeito de assaltar estabelecimento e matar proprietário

Volta Redonda

Carlos Alexandre Fernandes Amâncio, o Batata, de 20 anos, foi apresentado na manhã de nesta terça-feira (28) à imprensa, pelo delegado titular da 93ª DP, Antônio Furtado. Ele é suspeito de assassinar a tiros no dia 22 de agosto de 2013, o comerciante Edmar Monteiro dos Reis, de 73 anos.

O crime ocorreu dentro da quitanda da vítima no bairro São João. Na época, Batata matou o comerciante para roubar o dinheiro que estava no caixa do estabelecimento. Segundo a Polícia, o acusado contou com a ajuda de um homem que o levou até o local. Ele já foi identificado, mas está foragido.

Edmar levou um tiro no rosto e morreu no estabelecimento. Ele foi encontrado caído pelo filho.

Batata foi preso anteontem na casa dele, na Rua da Conquista, no bairro São Sebastião. No quarto dele, dentro do travesseiro, foram encontrados 30 pinos de cocaína e em uma caixa um revólver calibre 38. O delegado acredita que a arma tenha sido usada para matar o comerciante. Um confronto balístico será feito no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), no Rio, para comprovar a suspeita. A previsão é que o resultado do exame seja divulgado em até 30 dias.

Furtado explicou que ainda em agosto, após descobrir o autor do homicídio, solicitou a prisão temporária, mas o juiz da 2ª Vara Criminal de Volta Redonda não expediu o mandado de prisão.

O delegado contou que Batata já possui passagens pela polícia por resistência, tráfico de drogas, desobediência e até por dirigir sem habilitação.

Ainda segundo Furtado, durante as investigações passou a receber vários telefonemas, por
meio do serviço de informação policial, "Teia Invisível", principalmente de mães, que denunciavam o suspeito de aliciar seus filhos menores de idade ao tráfico de drogas.

- Caso o menor não concordasse em "trabalhar", Batata o ameaçava de morte, ou então, o expulsava do bairro São Sebastião. Devido à queda na venda de entorpecente, ele foi trabalhar de pedreiro na obra "Minha casa, Minha Vida", que está sendo realizada no mesmo bairro onde ele reside. Acredito que a intenção dele era vender drogas aos empregados da obra - comentou o delegado.

Batata foi indiciado por latrocínio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Se for condenado ele pode pegar até 45 anos de prisão.

O suspeito negou todas as acusações e disse que a droga encontrada com ele era para consumo próprio, e que a arma encontrada na casa teria sido deixada por um conhecido.

 

 
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