CINEMA
Rihanna e a marinha contra os alienígenas
Publicado em 14/05/2012, às 6h8
 

‘Battleship’ é uma versão mais moderna do popular batalha naval

Jorge Luiz Calife

"Battleship - A batalha dos mares" é um filme baseado em um brinquedo da empresa Hasbro, a mesma dos Transformers. Trata-se de uma versão um pouco mais moderna do popular batalha naval, aquele joguinho que as crianças disputavam com lápis e uma folha de papel. Na era do politicamente correto a guerra é contra alienígenas, que descem no mar com naves que lembram muito os robôs gigantes da outra franquia. No elenco temos a cantora pop Rihanna num daqueles papéis geralmente entregues a Michelle Rodriguez e o Liam Neeson fazendo um almirante.

Além do elenco humano tem o encouraçado Missouri, que estava aposentado desde que o Steven Seagal rodou nele o "Força em Alerta 1", há duas décadas atrás. Aparentemente os navios modernos não conseguem enfrentar a tecnologia dos alienígenas e é preciso usar um navio da Segunda Guerra Mundial. Algumas pessoas que viram o filme no exterior dizem que é um comercial da marinha norte-americana com duas horas de duração e filmado ao custo de 200 milhões de dólares. Mas quem gostou dos Tranformers vai curtir esse aqui.

A sensação que temos vendo esses filmes comerciais é que Hollywood não consegue mais escapar das fórmulas. Os alienígenas são malvados e querem conquistar o mundo. Eles têm um escudo de força invulnerável e sempre atacam primeiro os Estados Unidos. Como essa coisa de monstros e máquinas gigantescas agrada os japoneses, eles participam da história e o filme começa com um exercício conjunto entre a marinha nipônica e a estadunidense. Algo bem improvável já que a marinha japonesa é uma unidade de defesa costeira e a americana uma força de intervenção global. Mas, afinal, é apenas um filme.

Animado

Piratas Pirados é o desenho animado da semana, que será exibido em 3D em Resende. Trata-se de uma criação da equipe que fez o Wallace e Gromit e outros filmes usando bonecos de massa. A história se passa no século XIX, o que é um anacronismo. A era dos piratas foi o século XVII, mas o roteirista queria colocar o Charles Darwin e a rainha Vitória na trama, fazer o que?

A tripulação de um navio pirata, que ainda navega num galeão daqueles do século XVI, resolve ganhar o título de "Pirata do Ano" e parte em uma jornada que os levará a Londres vitoriana e as ilhas do sul do Pacífico. O humor é menos politicamente correto do que nos outros desenhos da dupla Jeff Newit e Peter Lorde o que, é claro, é influência do sucesso do Shreck.

Mais estreias

No Gacemss entrou em cartaz "A separação", um filme iraniano que não vemos toda semana em nossa região. A obra do cineasta Asghar Farahdi conta a história de um casal que quer se mudar para outro país para melhorar a vida de seus filhos. Mas, precisam cuidar de um parente que tem o mal de Alzheimer. Tinha que ser um drama, afinal, aquele clima todo do Irã não deve inspirar muitas comédias.

Em Angra dos Reis é possível ver "A perseguição" e "12 horas". O primeiro lembra muito aquele filme do Anthony Hopkins "No limite", em que ele sofria um acidente de avião no Alasca e era perseguido por um enorme urso cinzento. Desta vez temos oito trabalhadores de uma empresa petrolífera que também sofrem um acidente aéreo nas terras geladas do Alasca. Eles tentam voltar para a civilização, mas são perseguidos por uma matilha de lobos terríveis. O que nos deixa pensando que a Sarah Palim e outras autoridades do Alasca deviam cuidar da manutenção daqueles aviões.

O elenco tem o Liam Neeson no papel de um caçador experiente que guia os homens e o final e bem deprimente.

O filme "12 horas" é um suspense estrelado pela loira Amanda Seyfried as voltas com um psicopata que raptou a irmã dela. Nada que não tenhamos visto em dezenas de outros filmes. E, por enquanto, é só.