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Reservas do Flamengo ficam no empate com o Olaria
Publicado em 3/2/2012, às 21h10
 
Última atualização em 3/2/2012, às 21h10

Rio

Em jogo fraco tecnicamente, os reservas do Flamengo tropeçaram mais uma vez na Taça Guanabara e ficaram no empate sem gols com o Olaria, hoje, no Engenhão. Após dominar o primeiro tempo, os rubro-negros sofreram com o adversário na etapa final e por pouco não saíram de campo com a derrota.

Com o resultado, o Flamengo chegou a cinco pontos no grupo A da Taça Guanabara e termina a terceira rodada na liderança por conta do saldo de gols. Já o Olaria conquistou seu primeiro ponto no campeonato, mas segue na lanterna. Na próxima rodada, o Flamengo contará com a volta dos titulares para o clássico contra o Botafogo, no Engenhão, amanhã. No mesmo dia, o Olaria vai receber o Madureira na Rua Bariri.

O jogo

Com o calor forte no Engenhão, a partida começou em ritmo lento. Nos primeiros minutos, o Flamengo chegou com perigo somente em lances de bola parada. Aos seis, Adryan cobrou falta a direita de Wanderson. Já aos 19, foi a vez de Lucas bater falta e contar com o desvio da barreira.
No entanto, a bola passou por cima do gol de Vanderson. O Olaria tentava equilibrar o confronto, mas pecava pela falta de qualidade da equipe. Os visitantes só incomodaram os rubro-negors aos 23, quando David arriscou de longe e Paulo Victor defendeu em dois tempos.

O Flamengo dominava o jogo, tendo a posse de bola, mas sofria com a forte marcação do Olaria. os rubro-negros voltaram a criar bom lance aos 33 minutos. Thomás tocou para Maldonado na entrada da área e o chileno finalizou a esquerda do gol. Três minutos depois, foi a vez de Lorram arriscar de longe e obrigar Wanderson a fazer grande defesa.

Antes do intervalo, o panorama do confronto seguiu o mesmo. O Flamengo ainda buscou abrir o placar, mas acabou parando na retranca feita pelo Olaria, que apenas avançava nos contra-ataques.

O segundo tempo começou movimentado, com as duas equipes buscando o ataque. A primeira boa chance foi do Flamengo, logo com três minutos. No entanto, Lorran não aproveitou a bobrada na zaga. A resposta do Olaria veio no lance seguinte. Araruama chutou da entrada da área e a bola bateu na rede pelo lado de fora. A oportunidade animou o Olaria, que passou a levar perigo em diversos lances. Na principal delas, após cobrança de escanteio, Tiago apareceu sozinho, mas cabeceou por cima do gol de Paulo Victor.

Melhor em campo, o Olaria passou a dominar a partida e acertou a trave rubro-negra em duas oportunidades. Na primeira, Pedrinho tentou cruzar e acertou sem querer no travessão. Na segunda, Moisés cobrou falta na área e também acertou o travessão de Paulo Victor. O Flamengo errava muitos passes na saída de bola e não incomodava a zaga do time da Rua Bariri.

No entanto, aos poucos, o Flamengo conseguiu equilibrar o confronto, que ficou sendo disputado de forma aberta, com as duas equipes focadas em buscar o gol. Só que pouco foi criado pelos jogadores pelos seguidos erros. Nos minutos finais, o Flamengo tentou impor uma pressão, mas acabou parando na defesa do Olaria. Os rubro-negros tiveram que se contentar com o empate.

Pedrinho corre atrás do garoto Lucas durante o jogo do Olaria contra o Flamengo

 

Flamengo 0 x 0 Olaria

Local: Estádio Olímpico João Havelange
Horário: 17h(de Brasília)
Árbitro: Eduardo Cordeiro Guimarães (RJ)
Auxs: Lilian Fernandes (RJ) e Andréa Izaura (RJ)
Cartões amarelos: João Filipe e Thomás (Flamengo); Juninho, Diego Macedo, Tiago, Vanilson e Amarildo (Olaria)
Flamengo: Paulo Victor, João Felipe, Marllon, Gustavo e Magal; Maldonado (Victor Hugo), Aírton, Adryan (Higuinho) e Lorran; Thomás e Lucas (Matheus)
Técnico: Jaime de Almeida (interino)
Olaria: Wanderson, Ivan, Diego Macedo, Tiago e Amarildo; David, Araruama, Juninho (Moisés) e Pedrinho; Vanilson (Siston) e Claudir (Allan)
Técnico: Amilton Oliveira

 

Joel Santana confirma acerto com o clube

Não demorou muito para o Flamengo achar seu novo treinador. Um dia após a oficialização da demissão de Vanderlei Luxemburgo, o clube anunciou Joel Santana como o substituto. O técnico que se desligou do Bahia também na tarde desta quinta-feira foi ao CT do Tricolor se despedir dos jogadores e confirmou o acerto com o Rubro-negro.

- Ainda não sei quando assumo lá (no Flamengo), precisamos ver. Não estou me despedindo do Bahia, é apenas um até logo. É a quinta vez que estou voltando ao Flamengo. E lá eles têm o mesmo carinho por mim -, declarou Joel, que carregava uma bandeira do Bahia nas mãos.

Será a quinta passagem do treinador pelo Flamengo. Na mais recente, entre 2007 e 2008, Joel conquistou um Campeonato Carioca e deixou a equipe para treinar a seleção da África do Sul. Em seu retorno ao Brasil, passou por Botafogo e Cruzeiro antes de assumir o Bahia em setembro.

Conseguiu que o Tricolor escapasse do rebaixamento no Brasileirão, mas iniciou 2012 já um pouco contestado pelo fraco desempenho no Baiano. O técnico não descarta, no entanto, voltar a treinar o clube no futuro.

- Isso é o momento do futebol. Estou indo, mas posso voltar. Nada vai separar a paixão que nós temos. Nada vai acabar o meu carinho do Bahia. O mundo do futebol muda a todo momento. Estou indo lá para uma missão. Mas se não der certo, quem sabe, o Bahia quiser, e eu estiver disponível, eu volto -, garantiu.

A última partida de Joel Santana à frente do Bahia foi nesta quarta-feira, na vitória de virada sobre o Feirense. Na ocasião, informações já davam conta de que o treinador substituiria Luxemburgo no Flamengo, mas ele garantiu após o jogo que não havia conversa nenhuma com o Rubro-negro. Apesar de a troca vir a se confirmar dois dias depois, Joel mantém o discurso de antes.

- Eu só conversei com as pessoas do Flamengo quando o Luxemburgo não estava mais no cargo. Conheço o Luxemburgo desde a Arábia. Ele não era nem treinador. O Melo, preparador do Luxemburgo, é como um irmão pra mim. O que aconteceu foi ontem. Me ligaram e pediram, e eu aceitei -, esclareceu.

Joel Santana não revelou o tempo de contrato com o Flamengo e só deve ser apresentado pelos cariocas na segunda-feira.

 

Vanderlei Luxemburgo sai atacando Patrícia Amorim

O técnico Vanderlei Luxemburgo concedeu uma entrevista coletiva na manhã de hoje, em um hotel do Rio de Janeiro, para falar pela primeira vez de sua demissão do Flamengo, confirmada na tarde de quinta-feira. Visivelmente chateado com a situação, ele não poupou críticas à presidente Patrícia Amorim, a quem disse faltar autoridade. O treinador considerou o processo que desencadeou a sua saída da Gávea o mais "feio" que ele presenciou ao longo de toda a sua carreira.

- Foi o processo mais feio que vi na minha vida, pois fui fritado. A Patrícia tomou a atitude muito mais pelos outros do que por ela. Faltou autoridade a presidente e isso é muito ruim. Me desgastei bastante, mas fui leal a ela. Mas acho que ela não foi leal da mesma maneira. Sabia que ia sair há um mês porque saiu na imprensa. Mas terminei meu trabalho com dignidade - disse Vanderlei.

As críticas à Patrícia Amorim prosseguiram.

- Faltou pulso em determinadas situações, pois senti que a Patrícia estava sozinha. Desgastes existem todos os dias no futebol, mas a minha saída do Flamengo não pode ser vista como algo natural - disse Vanderlei, que também criticou Michel Levy, vice-presidente finaneiro do clube, a quem acusou de dar declarações polêmicas que prejudicavam o ambiente.

Sobre Ronaldinho Gaúcho, que se tornou um desafeto ao longo dos últimos meses, Vanderlei Luxemburgo evitou fazer críticas diretas, mas deu a entender que faltou profissionalismo a alguns jogadores do Flamengo.

- Não quero o Ronaldinho Gaúcho para casar com a minha filha e sim para cumprir as suas obrigações dentro de campo. A regalia de um atleta de nível tem que ser o salário que ele ganha. Não existe desgaste com jogadores, mas o treinador precisa ter autonomia e autoridade e quando tive isso o trabalho sempre funcionou - disse Vanderlei.

O treinador reconheceu que teve que engolir alguns sapos em 2010 para que o trabalho não fosse prejudicado.

- Em função dos objetivos do Flamengo no ano passado eu fechei os olhos para alguns comportamentos inadequados, de falta de profissionalismo, porque o time tinha quer conseguir a classificação para a Libertadores. Aquilo me incomodava, mas em função do objetivo eu preferi aceitar, tentar me aproximar todas as vezes que o atleta chegava fora do horário, sem condições de treinar. Isso funciona por um período, mas depois isso cria um desgaste com um grupo -  disse Luxemburgo.

 

 
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