Ações da CSN
R$ 13,61 | -1,38%
19:43h | 16.5.2012
Terça-feira, 22 de maio de 2012
Bom dia, 9h1min
 

Festival Vale do Café estimula o turismo histórico-cultural
Publicado em 16/7/2011, às 14h09
 
Última atualização em 16/7/2011, às 14h09

Rio de Janeiro

O turismo cultural é a principal característica do Festival Vale do Café, que chega este ano à sua nona edição, com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. O evento começa no próximo dia 22 de julho. As informações são da Agência Brasil.

Idealizado pela harpista brasileira Cristina Braga, o evento congrega 14 municípios do interior fluminense, que têm a oportunidade de mostrar a turistas nacionais e estrangeiros um pouco da história, arte e das tradições da região, cujas fazendas seculares a tornaram conhecida como o Vale do Café.

O diretor-geral do festival, Nelson Drucker, disse, em entrevista à Agência Brasil, que o evento inova este ano, ao celebrar um acordo com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae-RJ), para capacitação da mão de obra, inicialmente em três municípios, para que o turista seja mais bem atendido na região.

Durante os dez dias do festival, várias fazendas históricas abrem para visitação, oferecendo ao público um concerto e um café típico. Como o número de fazendas vem aumentando a cada ano - atualmente, são 14 -, Drucker disse que começará a ser feito um rodízio, a partir desta edição. "É interessante para o turista, porque ele vai conhecer mais fazendas".

A Fazenda Santa Bárbara, por exemplo, tem o maior acervo sobre o imperador dom Pedro II. "O dono viaja, anualmente, pelo mundo, para comprar documentos sobre dom Pedro, em leilões, e contrata, no dia, um historiador para fazer a visita guiada".

O festival leva também eventos gratuitos para as cidades. Todos os 14 municípios recebem, pelo menos, um evento gratuito de qualidade em praça pública, teatro ou igreja. Graças a acordo firmado com a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, o balé do Theatro Municipal se apresentará em Paracambi, cidade com população de cerca de dez mil habitantes, "que nunca teve um movimento desses". A orquestra e o coro do Theatro Municipal executarão trechos da ópera Nabuco, de Verdi, em Barra do Piraí.

O festival descobriu grandes trabalhos na região, na área da cultura. Em Barra Mansa, citou Drucker, a prefeitura tem um projeto de música nas escolas, com mais de 20 mil alunos da rede pública de ensino."E tem uma orquestra que não deixa nada a dever às orquestras jovens do Rio de Janeiro". A orquestra dos alunos de música vai se apresentar em quatro municípios.

O Vale do Café é rico também em termos de cultura popular, que reúne elementos da herança europeia, negra e indígena, declarou Drucker. Por isso, a edição 2011 do festival valoriza, pelo sétimo ano consecutivo, as raízes culturais do Vale do Paraíba fluminense, apresentando o Cortejo de Tradições. Mais de 200 artistas populares se apresentarão em praça pública nas cidades de Vassouras e Piraí, para mostrar o seu trabalho. "É dever nosso fazer o resgate cultural desse trabalho, para manter a tradição".

Outro ponto importante do festival são os cursos gratuitos de música. Este ano, mais de 400 alunos estão inscritos, dos quais 204 são oriundos de movimentos sociais do estado, ligados à música, e recebem bolsas integrais, que incluem alimentação e hospedagem. Desde a primeira edição, o festival já inscreveu nos cursos de música em torno de 1,6 mil alunos.

O festival tem reflexo positivo sobre a economia local, gerando renda e contratação de mão de obra. "Os hotéis de Vassouras já estão lotados", disse o diretor-geral. O evento remunera cerca de mil profissionais e acumula um público de mais de 600 mil pessoas desde a edição inicial, em 2003, de acordo com pesquisa do Sebrae. Na parte gastronômica, são realçados os pratos da culinária local, tanto nos restaurantes como nos botecos.

O festival será encerrado no dia 31 de julho, tendo como ponto alto da cerimônia a apresentação do Sarau Histórico na Fazenda Florença, localizada no município de Valença, que irá reviver um período marcante da história do Brasil. Ali, em 1887, durante a visita do conde d'Eu, marido da princesa Isabel, o único nobre negro do Império brasileiro, o fazendeiro Francisco Paulo de Almeida, foi agraciado com o título de barão de Guaraciaba. Atores e figurantes em trajes de época revivem no sarau a visita e a homenagem. O clima do século 19 será reforçado por um lanche da época, que será servido ao ar livre e incluirá comidas francesas e quitutes de origem africana.

 

 
Imprimir E-mail Share
 


* Nome: * E-mail:
Telefone:  
 
* Comentário:  
Declaro expressamente que li as Condições Gerais
e aceito seus termos de forma integral. 
 
   
Imprimir
E-mail
Saiba mais
 
Fluminense
Abel espera ter Wellington Nem na quarta
 
Brasileirão
Reservas do Flu batem o Corinthians no Pacaembu
 
Fluminense
Abel terá problemas para armar time da estreia
 
Paraty
Festival de Música de Tarituba acontecerá em agosto
 
Fluminense
Wagner treina na vaga de Deco
 
Libertadores
Flu começa a pensar no Boca Juniors
 
Campeonato Carioca
Flu vence e confirma título
 
Campeonato Carioca
Fluminense tenta confirmar título logo mais
 
Home | Cidade | Política | Polícia | Economia | Esportes | Copa Diarinho | Mosaico | Cartas | Social | Decoração | Viver Melhor | Caderno TV
Veículos | Nacional | Internacional | Vídeos | Edição Digital | Cultura | Flip | Classificados | Eu, Diário | Arquivo | Fale Conosco | Tempo Real
© 2011 - Diário do Vale. Todos os direitos reservados à Empresa Jornalística Vale do Aço Ltda. Termos de uso.