Rio de Janeiro
Dois meses após traficantes
terem "proibido" o consumo de crack na favela do Jacarezinho, a
Secretaria de Assistência Social do Rio retirou hoje (12) 51 pessoas que
estavam em cracolândias próximas à favela. Cinco são menores de idade. As informações
são da Agência Brasil.
A chegada das equipes foi
tensa. Houve troca de tiros entre a Polícia Militar, que dava apoio à operação,
e traficantes da favela. Apesar do embate, ninguém ficou ferido e não houve
prisões. Na Avenida Dom Helder Câmara os policiais encontraram uma arma de
brinquedo e pequena quantidade de crack.
Os usuários da droga estavam
espalhados ao longo da avenida em barracos improvisados com pedaços de madeira
e panos, que foram recolhidos por funcionários da limpeza urbana. Os agentes da
assistência social encontraram vários cachimbos, que seriam usados pelos
dependentes químicos.
A operação teve início por
volta das sete horas da manhã. O horário escolhido foi estratégia para abordar
com mais segurança os usuários de crack. "À noite eles usam a droga e,
durante o dia, dormem. Por isso, nós marcamos essas operações para o início do
dia, quando é mais fácil convencê-los", destacou Claúdio Reis, coordenador da
operação.
Todos os acolhidos foram
levados para uma central de triagem da prefeitura. Os adultos vão para abrigos
municipais. As crianças e adolescentes, caso seja comprovado a dependência
química, irão para centros de reabilitação compulsórios.
Segundo a secretaria de
Assistência Social, desde o início das operações de combate ao consumo de crack,
em março do ano passado, foram feitas cem ações que resultaram em quase 5 mil
pessoas acolhidas entre adultos crianças e adolescentes.